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Em entrevista na Câmara, ele declarou que a educação de Cuiabá “não será do PT, sindicatos e pessoal da esquerda”. A declaração foi dada enquanto ele comentava sobre o protesto dos professores contra a proposta que cortava o pagamento do terço de férias dos docentes da rede municipal, referente aos 15 dias adicionais previstos por lei. “Quer cobrar direitos, apresente resultados”, disse.
Ele disse que uma das ideias é cadastrar diversas escolas da iniciativa privada e realizar um chamamento público para as instituições que desejarem prestar serviço ao município. O prefeito afirmou que essa ideia já está sendo considerada para 2026.
“No ano que vem nós vamos ter parceria com a iniciativa privada e vamos abrir vagas nelas e vamos avaliar todos os desempenhos aqui do nosso município. E se tiver a oportunidade de terceirizar a educação do município contratando pela iniciativa privada quem vai ministrar aula também no nosso município”.
“E se a gente for fazer isso, percentual nós faremos. Colocar as escolas cívico-militares no município de Cuiabá também para nossas crianças, nós vamos fazer. Nós vamos cobrar tudo o que puder, porque eu não vou levar isso na brincadeira. Não vou levar isso na brincadeira”.
Questionado se fecharia escolas, o gestor não respondeu e disse que pode fazer licitação ou um modelo de participação público-privada para que a iniciativa privada utilize a estrutura pública. “Eles [iniciativa privada] reformam, colocam os profissionais, dão aula e usam a nossa estrutura para isso”.
O prefeito afirmou ainda que não pretende transformar a educação do município de Cuiabá em um ato político-partidário. “A educação do município de Cuiabá não é do PT, não é desse pessoal da esquerda, não é de sindicato. A educação do município de Cuiabá é do cidadão Cuiabano”.
A declaração é uma referência aos protestos de profissionais da educação que estiveram na Câmara nesta semana manifestando contra o projeto que cortava o pagamento do terço de férias. Na Câmara, havia cartazes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado de Mato Grosso (Sintep), que possui forte ligação com a esquerda.
“Cogito a possibilidade de privatizar a educação de Cuiabá. Aquilo que for possível, faremos. Aquilo que for servidor público efetivo, vamos cobrar resultados”, disse sobre a possibilidade de privatização.
A respeito das escolas civis-militares, destacou que se puder implantar esse sistema em 100% das unidades do município, fará. “Podemos fazer com policiais da reserva, pessoal do exército. Vamos buscar caminhos para trazer disciplina, ordem, organização e resultado. Já abri os estudos esse ano. Quando eu vi que a última votação aqui na Câmara foi fator de movimentação política do PT, isso para mim não é o caminho correto da educação do município de Cuiabá. Se eu puder fazer 100% [implantação de escolas cívico-militares], será 100%.

Abilio diz que estuda privatização e militarização de 100% das escolas municipais de Cuiabá
O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), afirmou nesta quinta-feira (17) que considera a privatização e terceirização de escolas municipais, além da implantação do modelo de escolas cívico-militares. “Se eu puder fazer 100% [implantar 100% de escolas cívico-militares], será 100%”, disse.
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