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A declaração de Cidinho vem em meio a um clima de tensão entre o grupo do governador Mauro Mendes (União) e o Partido Liberal, que deve lançar o senador Wellington Fagundes como pré-candidato ao Palácio Paiaguás e tem endurecido o discurso nas articulações para a sucessão estadual.
“É, no momento tá [difícil], mas tem muita água pra rolar por debaixo da ponte, né? E a gente vai conversar. Em 2022 foi da mesma forma. E na última hora a gente se entendeu”, afirmou Cidinho.
A fala dele reforça a perspectiva de que, mesmo com os embates e declarações mais duras de lideranças partidárias, o cenário político ainda está em formação e pode sofrer alterações com o avanço do calendário eleitoral.
Nos bastidores, o jantar promovido recentemente pelo empresário Eraí Maggi, que reuniu figuras como Mauro Mendes, Blairo Maggi e o presidente da Assembleia, Max Russi (PSB), foi visto como um movimento do entorno do governador em torno do nome de Otaviano Pivetta (Republicanos) como pré-candidato ao governo.
A articulação aumentou o atrito com o PL, que cobra mais protagonismo nas decisões políticas do grupo governista.
Em resposta, o presidente do PL no estado, Ananias Filho, afirmou que o partido está pronto para qualquer cenário e lançou um recado direto destacando que “temos musculatura, temos condições e temos nome. Importante é dizer que não temos medo. Fizemos o dever de casa em 2024 e estamos preparados para o que der e vier”.

Cidinho admite relação abalada com PL, mas espera reaproximação: em 2022 a gente se entendeu na última hora
O ex-senador Cidinho Santos (PP) reconheceu que a aliança entre seu grupo e o PL está atualmente fragilizada. Apesar disso, ele acredita que, assim como ocorreu em 2022, um acordo pode ser costurado nos momentos finais antes da eleição de 2026.
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