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A sigla está dividida entre o projeto do senador Jayme Campos (União), que oficializou ao governador Mauro Mendes (União) seu desejo de concorrer ao governo, e o do atual vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que também tem articulações em andamento.
Dilmar reforçou que, mais do que uma “ala de Jayme Campos”, o movimento representa o próprio União Brasil, que precisa assumir um papel de protagonismo nas disputas majoritárias.
“Quero só corrigir, porque não é uma ala do Jayme Campos. É o partido União Brasil. O partido tem que tomar definições”, pontuou o parlamentar, que é um dos nomes mais próximos ao governador Mauro Mendes dentro da Assembleia.
O líder governista afirmou que irá defender abertamente candidaturas do partido tanto ao governo estadual quanto à presidência da República. “Eu defendo e vou defender uma possível candidatura à Presidência da República do União Brasil. Vou defender uma possível candidatura ao governo do Estado de Mato Grosso do União Brasil, que é o partido que eu faço parte”, declarou.
Para Dilmar, é essencial que o partido assuma espaço nas principais disputas eleitorais para crescer politicamente. “O partido nunca fica grande se ele não tiver candidaturas majoritárias. Então, eu vou defender”, destacou.
Ele também fez questão de ressaltar sua lealdade partidária. “Se o Caiado for candidato, eu vou estar apoiando o Caiado para presidente da República. Se o Jayme for candidato a governador, eu vou apoiar o Jayme para o governo de Mato Grosso. Até porque eu sou partidário”, afirmou.
Apesar das divergências entre os grupos, o deputado acredita que é possível construir um consenso dentro da base governista, sem prejuízos à unidade. “Eu sei que nós temos partido, e tenho falado isso ao Jayme, ao próprio governador Mauro Mendes, ao Otaviano Pivetta, que nós temos que fazer uma conversa com os partidos da base do governo. Nós temos que somar, todos nós juntos”, completou.
Com a sinalização dada a Jayme Campos pelo governador Mauro Mendes, o União Brasil passa a ter dois pré-candidatos oficialmente postos na disputa de 2026. No entanto, segundo o deputado Eduardo Botelho (União), Mauro deixou claro que sua preferência pessoal por Pivetta não representa uma decisão institucional do partido. A definição, portanto, deve ser amadurecida nos próximos meses — e, para Dilmar, o protagonismo do União Brasil será peça-chave nesse processo.

Dilmar defende candidatura própria do União e evita racha com Pivetta: partido precisa ter protagonismo
Em meio à disputa interna no União Brasil sobre quem deve representar o grupo governista na corrida pelo Palácio Paiaguás em 2026, o líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Dilmar Dal Bosco (União), saiu em defesa de uma candidatura própria do partido.
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