Três meses após operação, servidoras são afastadas por sumiço de prontuários

Três meses após a 1ª fase da Operação Caixa Preta, que investiga o sumiço de 15 mil prontuários no CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) Aero Rancho, em Campo Grande, as servidoras envolvidas foram afastadas. 

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Policiais do Dracco analisando documentos na 1ª fase da operação (Foto: divulgação/PCMS)

Nesta quinta-feira (17), equipes do Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado) deram continuidade à 2ª fase da Operação, onde foram cumpridos mandados de busca e apreensão em diversos endereços.

Além disso, as servidoras envolvidas no caso foram afastadas por 90 dias para evitar interferência na investigação. 

O caso

A situação veio à tona em abril de 2025, após início da apuração de uma denúncia feita pela Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul, em outubro de 2024, de que havia irregularidades na gestão, guarda e descarte de prontuários médicos de pacientes atendidos na unidade de saúde. 

Conforme a legislação, os documentos devem ser preservados por, no mínimo, 20 anos. Na 1ª fase, foram solicitadas à Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), as relações de todos os prontuários físicos de pacientes atendidos no local, entre 1º de setembro de 2009 e 31 de dezembro de 2024. 

Em abril, a delegada responsável pela investigação, Ana Claudia Medina, afirmou à reportagem que a expectativa é de que fossem encontrados cerca de 23 mil prontuários no período, mas somente 8 mil acabaram localizados. 

“As servidoras investigadas trabalham na área administrativa, justamente em fazer o controle dessa documentação”, disse Medina. 

O Primeira Página questionou a prefeitura de Campo Grande quanto ao afastamento das servidoras, mas não houve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto.

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