Wellington critica decisão de Moraes que colocou tornozeleira em Bolsonaro: ‘PL não vai aceitar’

O senador Wellington Fagundes (PL) criticou as medidas cautelares impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que as ações são desproporcionais e que o Partido Liberal não aceitará passivamente a decisão.

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Segundo o parlamentar, o partido já se posicionou por meio de nota oficial e pretende recorrer judicialmente.
“Essa nota do partido é extremamente equilibrada, mas mostra realmente a insatisfação. O partido entende que houve um excesso, sim, porque o presidente sempre esteve à disposição. Ontem ele estava no Congresso, conversando, deu coletiva à imprensa. Então o partido não aceita isso agora”, afirmou.
O senador reforçou que o ex-presidente tem colaborado com as instituições e que, mesmo assim, foi alvo de medidas consideradas duras e injustificadas. Para ele, a condução do processo fere o princípio da proporcionalidade e será contestada nos tribunais.
“Claro, vivemos numa democracia. Então os advogados vão recorrer, e agora é uma luta que nós vamos enfrentar”, declarou.
Fagundes também apontou o que considera um padrão nas decisões do ministro Alexandre de Moraes, citando outro episódio recente envolvendo a suspensão de uma decisão do Congresso Nacional sobre o IOF.
“O Supremo agiu com a decisão única de um ministro. Tivemos uma posição do Congresso Nacional em relação ao IOF, derrubamos o aumento, e em decisão monocrática, o ministro Alexandre definiu o retorno da cobrança. Isso aumenta a carga tributária sobre a população, que já não aguenta mais”, criticou.
O senador destacou que a posição não é apenas sua, mas representa o posicionamento oficial do PL.
Cautelares
As medidas contra Bolsonaro foram impostas por decisão de Moraes com base em investigação da Polícia Federal, que apontou possível tentativa de coação e obstrução de Justiça, além de atentado à soberania nacional. O ex-presidente deverá cumprir recolhimento domiciliar noturno e integral nos fins de semana, ser monitorado por tornozeleira eletrônica e está proibido de manter contato com autoridades estrangeiras e frequentar embaixadas.
As ações teriam sido motivadas por articulações com autoridades norte-americanas que, segundo a PF, visavam influenciar decisões do STF.
A decisão do ministro será submetida ao Plenário Virtual da Primeira Turma do STF para referendo.

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