DA REDAÇÃO
Uma foto divulgada pelo site Metrópoles nesta sexta-feira (18) mostra o estado debilitado do lobista Andreson de Oliveira Gonçalves, que estava preso preventivamente há oito meses por suspeita de operar um esquema de corrupção envolvendo assessores do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Ele foi colocado em prisão domiciliar por decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), proferida na quinta-feira (17).
A medida teve como base um laudo médico que apontou risco de morte em razão do quadro clínico grave apresentado por Andreson, que chegou a ficar em estado esquelético.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou favorável à concessão da prisão domiciliar.
Metrópoles

Andreson ficou em estado esquelético
Com a decisão do STF, Andreson ficará em sua residência em Primavera do Leste, no interior de Mato Grosso, e será monitorado por tornozeleira eletrônica.
Andreson foi preso em Cuiabá no dia 26 de novembro de 2024, no âmbito da Operação Sisamnes, que investiga crimes como organização criminosa, corrupção, exploração de prestígio e violação de sigilo funcional. As investigações tiveram início após o assassinato do advogado Roberto Zampieri, em dezembro de 2023.
O lobista foi transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, em março deste ano.
Durante o período em que esteve detido em Mato Grosso, a Justiça havia autorizado que ele recebesse uma alimentação especial, após a constatação de que já havia perdido nove quilos em dois meses de detenção. Andreson passou por uma cirurgia bariátrica em 2020.
A decisão judicial permitia que ele recebesse itens como carne assada, salame, sucos naturais e até bebidas isotônicas, como Gatorade.
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