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Eduardo Bolsonaro tem solicitado apoio no Congresso americano para sancionar Moraes, que conduz o inquérito sobre a tentativa de golpe após as eleições de 2022.
Ao criticar o filho do ex-presidente, Buzetti citou os atos golpistas de 8 de janeiro, quando apoiadores de Bolsonaro invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília, destacando que, naquela ocasião, não houve uso de armas, “apenas um batom”, enquanto agora Eduardo Bolsonaro quer usar armas.
“Muito ruim isso, acho totalmente desnecessário. Já tivemos o problema do 8 de Janeiro, não vamos continuar com isso. Naquele dia, a única ‘arma’ foi o batom. Agora, ele quer usar armas? Pelo amor de Deus”, criticou na última sexta-feira (18).
O batom é uma referência a condenação da cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, que pichou a frase “Perdeu, mané” na estátua “A Justiça”, que fica em frente à Corte, durante os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
Ela foi condenada a 14 anos de prisão pelos crimes de abolição violenta do estado democrático de direito, golpe de Estado, associação criminosa armada, dano qualificado e deterioração do patrimônio tombado. O voto foi seguido pelo ministro Flávio Dino. Nesta sexta-feira, última a votar, Cármen Lúcia também seguiu o relator.
Eduardo Bolsonaro nos EUA
Em março deste ano, Eduardo pediu licença do mandato parlamentar e foi morar nos Estados Unidos, sob a alegação de perseguição política. A licença termina no próximo domingo (20).
O deputado licenciado chegou a defender a taxação de 50% imposta pelo presidente do Estados Unidos, Donald Trump, aos produtos brasileiros. Ele relacionou a sobretaxa de Trump a decisões do Supremo e utilizou da taxação como para cobrar do Congresso anistia ao ex-presidente.

“No 8 de Janeiro a única arma foi um batom”: senadora rechaça movimentos de Bolsonaro nos EUA
A senadora Margareth Buzetti (PSD) reprovou a conduta do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está nos Estados Unidos articulando e pedindo sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes e o próprio Supremo.
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