Eleição de 2026 sem Bolsonaro candidato não será democrática, diz Wellington Fagundes: ‘é o maior líder do país’

O senador Wellington Fagundes (PL) declarou em entrevista que, caso o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não participe das eleições de 2026 como candidato a presidente, o pleito não será considerado democrático. Bolsonaro está inelegível até 2030 após ser condenado por abuso de poder econômico e político. 

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“Entendemos que querem tirar o Bolsonaro porque ele é o maior líder do partido e do país. Se o presidente Bolsonaro não participar das eleições como candidato, nós entendemos que não serão eleições democráticas”, afirmou em entrevista na última sexta-feira (18). 
A situação jurídica do ex-presidente se agravou na última semana com as medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), como ser monitorado com tornozeleira eletrônica. As medidas foram pedidas pela Polícia Federal (PF), com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR)
Questionado sobre o motivo de não haver uma eleição democrática sem o ex-presidente, Fagundes insiste na tese de que Bolsonaro é o maior líder e deu como exemplo os Estados Unidos, onde, segundo ele, é possível ser candidato a presidente sem filiação a partido político.
Ele afirmou que a única opção do PL a presidente continua sendo o ex-presidente, mesmo diante de rumores sobre o nome de Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, como eventual substituto de Bolsonaro. Fagundes disse que essa possibilidade sequer é cogitada e que a conversa só será iniciada caso Tarcísio se filie ao Partido Liberal.
“O Tarcísio não pertence ao PL.  O Tarcísio é do Republicanos.  Se ele vier para o PL [pode haver uma conversa para ser candidato a presidente]. Mas ele não é opção do PL. A opção do PL continua sendo o presidente Bolsonaro. Nós vamos ainda discutir, trabalhar e persistir porque nós entendemos que eleições sem a presença do presidente Bolsonaro não serão eleições democráticas.  A nossa única opção até agora,  internamente o que conversamos é o presidente Bolsonaro”, continuou. 
Segundo Fagundes, ainda há recursos para tentar reverter a decisão do TSE que julgou o ex-presidente como inelegível. O partido só irá “abandonar” o nome de Bolsonaro após esgotar todos os recursos a que tem direito na Justiça, disse. 
“Nós entendemos que tem recursos para serem feitos daqui até lá. Agora, essa decisão,  se amanhã transitar em julgado, não tiver mais recurso, aí o partido vai analisar o que é melhor”. 

 

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