Júlio diz que Bolsonaro deve abrir mão de 2026 e preparar nova liderança para representar a direita

O deputado estadual Júlio Campos (União) defendeu que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e sua família comecem a se conscientizar de que o cenário político mudou e que é hora de o grupo da direita no país preparar uma nova liderança para disputar a Presidência da República nas eleições de 2026.

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Para ele, as medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), como o uso de tornozeleira eletrônica, impactam diretamente na imagem do ex-presidente junto ao eleitorado.
Um dos nomes defendidos para substituir o ex-presidente é o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tem sido muito “paparicado” pelas lideranças de direita de Mato Grosso.
“Com certeza, a partir de agora, está na hora de ele e os seus familiares se conscientizarem de preparar uma nova opção, esquecer essa história de 2026 e focar no Tarcísio como nosso candidato à Presidência da República”, afirmou.
Júlio destacou que, apesar das divergências internas, PL e União Brasil seguem como aliados no cenário nacional e compartilham pautas em comum. Ele reiterou seu posicionamento de centro-direita e apontou que os últimos acontecimentos envolvendo Bolsonaro devem acelerar a reorganização do grupo conservador.
“As pesquisas divulgadas ontem mostraram o que está acontecendo. Já houve uma queda muito grande. O Lula já vence em todos os cenários de qualquer um dos candidatos do nosso segmento, nesse campo do centro-direita”, alertou.
Cautelares
Na última sexta-feira (18), o ministro Alexandre de Moraes, do STF, impôs uma série de medidas cautelares ao ex-presidente Jair Bolsonaro, no âmbito da investigação que apura suposta tentativa de obstrução à Justiça e articulações com autoridades estrangeiras contra instituições brasileiras.
Entre as medidas estão o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno durante a semana e integral aos fins de semana, além da proibição de contato com autoridades estrangeiras e acesso a embaixadas e consulados.
A Polícia Federal aponta que Bolsonaro e seu filho, Eduardo Bolsonaro, vêm atuando de forma “deliberada e ilícita” para influenciar governos estrangeiros com o objetivo de pressionar o STF e interferir em processos judiciais. O ministro Alexandre de Moraes classificou as ações como “atos hostis ao Brasil” e destacou que os dois estariam promovendo uma tentativa de submeter o funcionamento do Judiciário brasileiro a interesses internacionais.

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