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Como mostrou o Olhar Direto, em um jantar realizado na propriedade de Eraí Maggi no início deste mês, no qual participaram o governador Mauro Mendes (UNIÃO), Pivetta e outros políticos aliados do grupo, teve tom de consagração.
“Hoje [são apoiadores] de Lula, amanhã Bolsonaro, depois de amanhã Tarcísio. Sabe o grupo como é, né? Do lado que o vento está tocando, eles estão firmes para ganhar eleição”, disse em entrevista ao Jornal do Meio Dia, da TV Vila Real, nesta terça-feira (22).
A declaração de Júlio surge no contexto em que seu irmão, o senador Jayme Campos (UNIÃO), também tenta emplacar uma candidatura ao Palácio Paiaguás. Ambos pertencem ao mesmo grupo político liderado pelo governador, que já declarou seu apoio pessoal a Pivetta.
Contudo, caciques como Júlio e Jayme, e uma ala do União Brasil, buscam discutir uma candidatura própria do partido, com Jayme Campos como cabeça de chapa.
Júlio disse na entrevista que tem uma boa relação com Pivetta e que não há dificuldades em compor com ele. Contudo, ele observou que o nome do vic-governador precisa ser consolidado junto às bases eleitorais e que não haverá imposição “na cotovelada”.
“Não há dificuldade em compor com o Otaviano Pivetta, porque o vice-governador nos respeita politicamente e sempre nos tratou com educação e finura. Temos um bom contato pessoal. O que precisa é o nome do vice-governador ser consolidado junto às bases partidárias. [Isso não aconteceu] por enquanto. Ele colocou seu nome recentemente e já disse que, independente do apoio do Mauro Mendes ou de ele ser governador ano que vem, ele tem estrutura para ser candidato”, disse.
“Ele tem o apoio do Republicanos, já tem dois partidos que vão apoiá-lo, Novo e PRD, do Mauro Carvalho. Já tem três partidos, fundos partidários, recursos próprios pessoais mais que todo mundo. Fora o grupo Maggi e Scheffer, que são os barões do agronegócio. Hoje [apoiadores] de Lula, amanhã Bolsonaro, depois de amanhã Tarcísio. Sabe o grupo como é, né? Do lado que o vento está tocando, eles estão firmes para ganhar eleição”. “Podemos compor, mas queremos o espaço da majoritária. Na cotovelada, não”, finalizou.
Na última semana, uma reunião fechada no Palácio Paiaguás serviu como trégua entre o governador Mauro Mendes e a ala comandada por Jayme Campos dentro do partido. O encontro aconteceu na segunda-feira, dia 14, e foi convocado após o mal-estar gerado pela ausência do senador no jantar que reforçou a pré-candidatura de Otaviano Pivetta (Republicanos) ao governo, com apoio de Blairo Maggi, Eraí Maggi e do próprio Mauro.
Participaram da conversa os deputados estaduais Eduardo Botelho, Dilmar Dal Bosco e Júlio Campos, todos ligados ao campo de influência de Jayme, além do secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, principal operador político de Mauro dentro do governo.
Durante a reunião, Jayme reiterou sua intenção de disputar o Palácio Paiaguás em 2026. Mauro respondeu que sua participação no jantar com os Maggi e Pivetta teve caráter pessoal, sem orientação partidária, e reafirmou que Jayme está “totalmente livre” para construir seu próprio caminho eleitoral.

Vão para o lado que o vento está tocando’, diz Júlio Campos ao ironizar apoio dos Maggi a Pivetta
O deputado estadual Júlio Campos (UNIÃO) ironizou o apoio do ex-governador Blairo Maggi e de Eraí Maggi à pré-candidatura de Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Palácio Paiaguás nas eleições de 2026. Segundo Júlio, o grupo Maggi, conhecido por sua influência no agronegócio, se adapta “conforme o vento” e na direção de quem está no poder.
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