Abilio diz que estresse da família de criança autista pode ter dificultado atendimento e anuncia auditoria

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), comentou nesta quarta-feira (23) sobre o desabafo de uma mãe nas redes sociais que denunciou suposto descaso e até negligência no atendimento ao seu filho autista em unidades de saúde da cidade. 

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Como noticiou Olhar Direto, a mãe relatou que o adolescente, de 13 anos, ficou 48 horas gritando de dor no Hospital Municipal sem conseguir realizar um exame uma angiotomografia. Ao comentar o caso, o prefeito afirmou que “o problema não era o paciente” e sugeriu que o estresse da família pode ter dificultado o tratamento. Ele anunciou que a Secretaria Municipal de Saúde irá investigar o ocorrido e instaurar uma auditoria para apurar o caso.
“O problema não era o paciente. Tudo indica que o problema era o estresse, inclusive, da família do paciente que dificultou a ajuda no tratamento do paciente”, disse. 
“Mas o que a gente fez a partir do momento que se depara com uma situação como essa? Qual é o procedimento que a secretaria toma? Ela começa a registrar todos os momentos. Então, desde o momento que a paciente chegou na unidade de pronto atendimento, a pasta começou a ter um registro do seu processo, tudo está sendo registrado, tudo está sendo gravado, tudo está sendo preparado. Assim que concluir o atendimento do paciente, aí a gente vai abrir uma auditoria sobre essa situação”, explicou. 
O prefeito disse que quando concluir esse procedimento de investigação indicar, a prefeitura irá saber se houve negligência no atendimento de saúde, se de fato a família do paciente prejudicou o atendimento e quem foi responsável pelo mau atendimento.
“Se houve mau atendimento. Então a gente vai fazer essa apuração após a conclusão do atendimento.Nesse momento eu acho que não é oportuno, porque vai acabar atrapalhando o tratamento do paciente, mas daqui a pouco a gente faz isso”.
Abilio afirmou que a família não permitiu, por exemplo, a sedação do paciente para que ele pudesse se acalmar e fazer os exames e nisso a situação se agravou. “Com a mãe e o irmão gritando, aumenta o clima de atenção e aquele jovem ou jovem autista já começa a ter mais dificuldade sobre isso e é uma situação atípica dentro do procedimento de saúde”.
“E aí quando a família, principalmente, não consegue ter uma gestão melhor sobre isso e também não confia na equipe profissional que está ali para poder cuidar, aí aumenta a gravidade, como é o caso que aconteceu aí”. 
A respeito da reclamação da mãe sobre a não realização da tomografia do seu filho no HMC, Abilio informou que o tomógrafo da unidade passou por manutenção programada, mas que havia disponibilidade para realização do exame em outras unidades.
“O HMC estava cumprindo uma parte dessa programação, mas o São Benedito estava em pleno funcionamento. Então, tinha uma tomografia no São Benedito, em outros hospitais que são habilitados com a gente. Então, não é que aquele momento que você vai buscar uma unidade e aquele equipamento está em manutenção, não significa que não tem o serviço de prestação de serviço”.
O caso
Vicente, como foi identificado pela mãe, começou a apresentar fortes crises de epilepsia dias antes da internação. No dia 12 de julho, ele deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Leblon com dores de cabeça tão intensas que chegou a vomitar, de acordo com ela. Foi medicado com Tramal e liberado. No entanto, os sintomas persistiram ao longo da semana, até que, na quinta-feira (17), sofreu uma crise mais grave e foi levado ao HMC.
“Mesmo após tomar todo tipo de medicação existente, não parou de convulsionar. Foi necessário solicitar uma angiotomografia com suspeita de trombose arterial ou venosa. E ele ficou sem fazer o exame e sem avaliação neurológica do dia 17 até o dia 18”, denunciou a mãe em publicação em seu perfil no Instagram.
Indignada com a situação, ela afirmou que a gestão municipal falha em garantir o mínimo necessário para o funcionamento de um hospital de referência. “Meu filho não pode ficar aguardando o conserto do tomógrafo (sem previsão), como várias vezes foi proposto pelo HMC”, cobrou.

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