Fagundes diz que postura de Eduardo Bolsonaro gera discordância até dentro do PL: ‘exageros não são aceitáveis’

O senador Wellington Fagundes (PL-MT) confirmou que a postura do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) tem gerado desconforto dentro do próprio Partido Liberal.

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Ele afirmou que a legenda já discute internamente o comportamento do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, especialmente após sua atuação polêmica nos Estados Unidos.
A fala de Fagundes ocorre em meio a um cenário de desgaste da direita, reconhecido por parlamentares do PL que se reuniram em Brasília nesta semana.
Nos bastidores, deputados e senadores do partido consideram que Eduardo tem extrapolado nos discursos e contribuído para ampliar a crise política vivida atualmente no país.
“Exageros também não são aceitáveis. Isso, claro, nós estamos discutindo internamente. Tem alguns pontos que a gente não concorda, e o PL também vai se manifestar sobre isso”, afirmou.
As críticas se intensificaram após Eduardo Bolsonaro confrontar diretamente senadores que tentam amenizar os efeitos das tarifas de 50% anunciadas pelo governo dos Estados Unidos contra o Brasil.
O parlamentar também rompeu a trégua com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), principal nome da direita, cotado para herdar o capital político de Jair Bolsonaro, hoje inelegível. O rompimento se deu após a aproximação de Tarcísio com o Movimento Brasil Livre (MBL), crítico da família Bolsonaro.
“Moleque”
A senadora Margareth Buzetti (PSD) responsabilizou Eduardo Bolsonaro pela atual situação do pai. Ela chamou o deputado de “moleque” e criticou duramente sua atuação no exterior.
 
“É um abuso o que o STF está fazendo, como é um abuso o que o Eduardo Bolsonaro está fazendo lá nos EUA com o país e com o pai dele. A culpa de Bolsonaro estar de tornozeleira é desse moleque”, disparou.
Segundo ela, ao admitir que participou de negociações sobre a aplicação das tarifas norte-americanas, Eduardo reforçou a tese de que o ex-presidente atuou contra os interesses do país, o que, segundo a senadora, sustenta as medidas judiciais contra ele.

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