Abilio nega existência de ‘nova direita’ e alfineta quem quer alternativa a Bolsonaro: ‘peessedebistas enrustidos’

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), voltou a defender o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e negou a existência do que alguns setores políticos passaram a chamar de “nova direita” no Brasil.

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Ele criticou lideranças que tentam se posicionar como alternativa a Bolsonaro e chamou de “peessedebistas enrustidos” aqueles que – segundo ele – evitam se opor ao governo Lula (PT), mesmo se dizendo conservadores.
“Primeiro que não existe nova direita. Pode existir pessoas se intitulando como nova direita. Sempre existiu o MBL que se diz nova direita, outros grupos. Sempre vai ter alguém que quer se dizer nova direita, mas, na verdade, é um peessedebista enrustido, sabe?”, criticou.
Abilio citou como exemplo nomes como João Doria e João Amoêdo, que, segundo ele, começaram se apresentando como direita e depois se voltaram contra os valores que diziam defender.
“O Doria se dizia nova direita e depois ele quis se opor à direita. O Amoedo se dizia nova direita e depois quis se opor à direita. Então sempre aparecem esses oportunistas que se dizem nova direita, mas na prática depois querem se opor”, completou.
A fala de Abilio ocorre após sua participação em um almoço que contou com a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e outras lideranças políticas, incluindo nomes ligados à família Maggi.
O encontro, segundo o prefeito, não teve como foco articulações políticas para 2026, mas foi tratado nos bastidores como mais um movimento da direita liberal para viabilizar um projeto presidencial sem Bolsonaro, que enfrenta um momento de desgaste político com uso de tornozeleira eletrônica.
Sobre o encontro com Tarcísio de Freitas, o prefeito afirmou que se tratava de uma confraternização familiar, e não de um evento político.
“Ocorre que naquele almoço, de confraternização, sempre aparece uma discussão. O pessoal começou a falar sobre as preocupações da taxação do Trump e tudo mais. E o que eu pude perceber foi que muitos daqueles que apoiaram o governo Lula e estavam lá, inclusive ex-ministros, estavam preocupados com o reflexo econômico dessa situação internacional”, relatou.
“Quem usa esse título de nova direita são pessoas mais nesse nível. A direita, a partir do momento que o presidente Jair Bolsonaro revelou um posicionamento, que antes só Eneas Carneiro trazia, começou a ficar mais clara. Antigamente havia dúvida entre PSDB e PT, mas hoje sabemos: o PSDB é centro-esquerda, o PT é extrema-esquerda. A direita tem valores bem definidos”, acrescentou.

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