Contrato firme com Bolívia e Vaca Muerta garante fornecimento de gás para Distrito Industrial de Cuiabá, afirma Aécio

O presidente da MT Gás, Aécio Rodrigues, afirmou que o fornecimento de gás natural para o Distrito Industrial de Cuiabá está garantido por meio de um contrato firme com a estatal boliviana YPFB, que opera há três anos sem interrupções, e pela possibilidade de contar também com o gás da reserva argentina de Vaca Muerta, criando uma segurança energética inédita para o setor industrial de Mato Grosso.

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“Estamos há três anos com o contrato boliviano sem nenhum interrompimento, desde que executamos o contrato firme. Isso dá garantia para nós. E além disso, temos Vaca Muerta, que também poderá abastecer Mato Grosso futuramente. É um fornecimento muito grande, o que dá segurança para as indústrias de que vai ter gás”, disse Aécio, nesta sexta-feira (25).
A declaração foi dada na entrega da obra do novo sistema de redistribuição de gás canalizado no Distrito Industrial, um projeto de R$ 40 milhões que marca, segundo Aécio, uma nova etapa para a industrialização mato-grossense.
O sistema construído pela MT Gás conta com 39 quilômetros de rede de redistribuição, ligando o antigo city gate, próximo ao Atacadão, até a região da Greca. A estrutura cobre todo o Distrito Industrial e está apta a fornecer gás diretamente para cerca de 260 empresas, com um consumo estimado em 50 mil metros cúbicos por dia.
A obra foi licitada em 2022, teve os dutos finalizados em outubro de 2023 e passou pelos últimos ajustes operacionais nos últimos nove meses. Agora, segundo a estatal, a operação está 100% ativa.
City gate exclusivo e possibilidade de expansão
Diferente do antigo city gate, que atende carretas e o GNV dos postos, o novo ponto de entrega foi criado exclusivamente para o fornecimento ao setor industrial. Empresas que estão no entorno da rede também poderão ser conectadas gradualmente, e a infraestrutura permite expansão futura do ramal.
Aécio destaca que a entrega do sistema coloca Mato Grosso em outra posição no cenário energético industrial, aproximando-se do modelo de estados como Mato Grosso do Sul, onde 90% da energia a gás já é destinada à indústria.
Eficiência energética e logística
Além de reduzir a emissão de CO₂, o gás natural traz praticidade para as empresas. Enquanto fontes como o cavaco de madeira exigem logística pesada e mão de obra para abastecimento, o gás canalizado chega direto às indústrias e é acionado por válvula, sem interrupção.
De acordo com Aécio, a mudança representa um salto em eficiência operacional, segurança e sustentabilidade. A matriz energética limpa e estável responde a uma demanda recorrente de empresas que avaliam instalar plantas em Mato Grosso.
“Muitas empresas que nos visitam aqui em Mato Grosso fazem essa pergunta logo de início: tem gás natural? Agora podemos afirmar com clareza que temos, e que é um fornecimento seguro. Isso muda o perfil do nosso parque industrial.”

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