O deputado federal por Mato Grosso, Rodrigo da Zaeli (PL), criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que o citou ao proibir manifestações com acampamentos e bloqueios na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

A medida foi tomada na sexta-feira (25), diante de um protesto iniciado pelo deputado Hélio Lopes (PL-RJ), nesse mesmo dia. Segundo o STF, ele instalou uma barraca em frente ao Supremo em forma de manifestação contra decisões da Corte.
Ver essa foto no Instagram
Outros deputados citados, além de Rodrigo da Zaeli e Hélio Lopes, foram: Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), Cabo Gilberto Silva (PL-PB), Coronel Chrisóstomo (PL-RO).
Repercussão
Em vídeo publicado nas redes sociais após a decisão, Zaeli afirmou ter sido incluído “indevidamente” e alegou que não estava em Brasília.
“Estou aqui em Chapada dos Guimarães, no interior de Mato Grosso. Uma manifestação pacífica e ordeira que fizeram os deputados Hélio Lopes e Coronel Crisóstomo não pode ser censurada. Eles não cometeram crime algum”, alegou.
A decisão de Alexandre de Moraes considerou que a presença das barracas e estruturas montadas pelos manifestantes representava um possível risco à segurança institucional da Suprema Corte e determinou a imediata retirada dos envolvidos.
Ela foi baseada em uma publicação do perfil @VoxLiberdade, na rede social X (antigo Twitter), com a legenda “está pegando tração na praça dos 3 poderes. Mais barracas chegando”, e, uma matéria do jornal O Globo intitulada: “deputado bolsonarista anuncia ‘jejum de palavras’ e acampa em frente ao STF”.
“A decisão saiu rápida demais antes da checagem. Pessoas que nem estavam presentes foram citadas. Eu, deputado Sócio dos Cavalcanti, deputado Cabo Gilberto, nem estamos em Brasília. É uma demonstração clara de querer censurar, calar, intimidar à direita do nosso país”, disse Zaeli, no vídeo.
Em decisão complementar, Moraes determinou a proibição de qualquer acampamento no raio de 1 km da Praça dos Três Poderes, em Brasília, esplanada dos ministérios e em frente aos quartéis das forças armadas.
Já no sábado, Hélio Lopes, deixou o acampamento após a determinação do ministro.