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Para Garcia, o movimento enfraqueceria o União Brasil e priorizaria interesses individuais em vez de fortalecer o projeto coletivo.
Dilmar tem defendido publicamente a ideia de que os deputados em exercício busquem outras siglas da base, como o PRD, Republicanos, MDB e PSB, com o objetivo de evitar que um grande número de candidatos competitivos dispute vagas na mesma legenda, o que poderia resultar na derrota de aliados por conta do coeficiente eleitoral.
Ele próprio afirmou que considera migrar para o PRD como forma de manter viabilidade eleitoral.
Fábio, no entanto, considera que essa lógica enfraquece o partido e é prejudicial à construção de um grupo político mais robusto. Para ele, a prioridade deve ser a formação de uma chapa forte e competitiva dentro do União Brasil.
“Eu acredito que o enfraquecimento do partido nunca é a melhor saída para salvar o mandato de A, B, C ou D. Nós temos que trabalhar para fazer uma chapa que permita a gente ampliar o número de deputados”, afirmou.
O secretário disse ainda que o foco do grupo governista deve ser no crescimento da legenda e não em estratégias para garantir reeleições individuais.
“É assim que a gente tem que pensar política. O partido tem que se fortalecer. Então, o nosso trabalho, o nosso desafio, em especial dos deputados estaduais, é formar uma chapa forte, com um volume de voto grande, com candidaturas consistentes, para que a gente possa ampliar o nosso espaço — e não pensar em diminuir o nosso espaço para preservar o mandato de A, B ou C”, emendou.
No União, existe preocupação de uma chapa proporcional excessivamente competitiva no União Brasil, que possa prejudicar a reeleição de deputados da base. Atualmente a sigla tem cinco representantes: Dilmar, Júlio Campos, Beto Dois a Um, Eduardo Botelho e Sebastião Rezende. Parte dos aliados tem pressionado por uma reorganização partidária até a janela de 2026.

Fábio rebate proposta de Dilmar e diz que partido não deve enfraquecer para salvar mandatos individuais
O secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia (União), criticou a proposta do deputado estadual e líder do governo na Assembleia Legislativa, Dilmar Dal Bosco (União), que defende a redistribuição de deputados e lideranças da base aliada em diferentes partidos para evitar a “chapa da morte” nas eleições de 2026.
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