Flávia relata pressão por pagamentos após “calote” deixado por Kalil: ‘batem à minha porta’

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), afirmou que a gestão do ex-prefeito Kalil Baracat (MDB) deixou uma série de dívidas não empenhadas com fornecedores do município, o que ela classificou como uma espécie de “calote”.

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Segundo a liberal, desde o início de seu mandato, empresários têm procurado a Prefeitura cobrando pagamentos por serviços já prestados, muitos sem registro formal nas contas públicas.
Flávia relatou que os débitos herdados envolvem diversos setores, como educação, saúde, transporte, e até precatórios da Justiça. Ela apontou que a situação comprometeu o funcionamento de serviços essenciais, forçando a administração a priorizar pagamentos emergenciais para evitar a interrupção de contratos com fornecedores.
“Tem dívidas de vários setores. Acertamos algumas que somam R$ 70 milhões, porque eram emergenciais. Caso contrário, os serviços seriam interrompidos, como os de laboratórios, merenda escolar, medicamentos, tapa-buraco. Tudo isso a gente teve que manter para não paralisar a atividade fim”, explicou.
Ao ser questionada se a ausência de empenhos configuraria um calote, a prefeita respondeu de forma direta. 
“Sim, sim. E tem muito fornecedor, até hoje, que bate na minha porta. Gente que prestou serviço de 20 mil reais. ‘Prefeita, eu fiz o serviço, paga pra mim’. Como assim? Vai na pasta, procura saber, prova que fez o serviço. E o cara prova, mostra, entrega. Um exemplo é o uniforme escolar. Ele foi entregue às crianças, e havia uma dívida de R$ 4 milhões.”
Flávia também declarou que, devido às pendências herdadas, o município enfrenta dificuldades para obter novos financiamentos. 
“Não estamos em condição de conseguir empréstimos, isso é verdade. Eu nem quero fazer dívidas, porque já estou pagando as antigas”, completou.

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