‘Banco do Brasil tem dinheiro e interesse em fazer a portabilidade’, diz Wilson sobre compra de consignados de servidores

O deputado estadual Wilson Santos (PSD) afirmou que o Banco do Brasil manifestou interesse e dispõe de recursos para adquirir as dívidas de servidores públicos estaduais com instituições financeiras, acumuladas por meio de empréstimos consignados.

Leia também:
Abilio confirma Danielle Carmona como nova secretária de Saúde de Cuiabá

A medida, segundo ele, poderia viabilizar a portabilidade dos contratos e reduzir os juros cobrados, ajudando a solucionar o que classificou como o “maior endividamento da história do servidor público” no estado.
A declaração foi feita após reunião com o conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Walter Albano, que coordena a mesa técnica criada para discutir soluções para o problema.
“Levamos a equipe técnica do Banco do Brasil até o Tribunal de Contas. Segundo o conselheiro Walter Albano, faltava justamente essa peça no quebra-cabeça, que é o Banco do Brasil, que pode inclusive comprar todo esse passivo, fazendo a devida desidratação e trazendo para juros civilizados e honestos. O banco tem dinheiro e interesse em fazer a portabilidade de 100% dos servidores da ativa e inativos de Mato Grosso”, disse em entrevista à rádio Cultura FM.
O deputado destacou que a crise foi agravada por denúncias de irregularidades envolvendo empresas consignatárias, como a Capital Consig S.A., que motivaram a suspensão por 90 dias dos descontos em folha.
Entre maio de 2024 e abril de 2025, foram repassados mais de R$ 1,7 bilhão às empresas do setor, sendo R$ 48 milhões somente à Capital Consig no primeiro quadrimestre deste ano, segundo dados da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag).
Wilson afirmou que as tratativas com o Banco do Brasil já foram iniciadas e que a expectativa é de que a mesa técnica apresente em breve uma proposta concreta.
“Acredito que, dentro de algumas semanas, a mesa técnica presidida pelo conselheiro Walter poderá apresentar ao Parlamento Estadual e ao Executivo um projeto de lei, ou até um termo de ajustamento de conduta, para resolver de uma vez por todas essas questões”, ressaltou.

Fonte


Publicado

em

por

Tags: