ONGs denunciam ameaças de estudante presa por maus-tratos a animais em Cuiabá

A estudante da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Larissa Karolina Silva Moreira, foi alvo de uma nova denúncia registrada nessa segunda-feira (28), agora por ameaças a voluntários da rede de proteção animal.

Larissa foi presa suspeita de maus tratos contra animais
Larissa Karolina, de 28 anos, foi presa suspeita de maus tratos contra animais | Foto: redes sociais

O boletim de ocorrência foi formalizado por Kelly Rondon, representante da ONG Tampatinhas, organização que denunciou inicialmente Larissa por maus-tratos que resultaram na morte de ao menos três gatos.

Larissa estava presa desde o dia 13 de junho, mas obteve liberdade na última sexta-feira (25), mediante decisão judicial que substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.

Imagens de conversas entre a investigada e um voluntário da ONG, enviadas à imprensa, mostram supostas ameaças de Larissa, com mensagens como: “Vocês vão me pagar bem caro”.

Veja abaixo:

mensagens ameacas a ongs
Conversa entre a investigada e uma das ONGs. (Foto: Captura de Tela)

A nova denúncia está sendo investigada pela Polícia Civil.

Relembre o caso

Larissa e o ex-companheiro William Angonese foram indiciados por maus-tratos qualificados a animais domésticos em junho, após denúncias de diversas ONGs. Embora William não tenha sido preso, ele continua como investigado no inquérito conduzido pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema).

As investigações apontaram que Larissa adotava gatas jovens, entre quatro e cinco meses, e que os animais desapareciam pouco tempo depois.

A Polícia encontrou corpos de três gatos, além de ração e um lençol com manchas de sangue na residência da estudante. O ex-namorado relatou em depoimento que Larissa teria matado ao menos um dos animais, levando os policiais até um terreno baldio onde o corpo foi localizado.

A Defensoria Pública do Estado, responsável pela defesa da investigada, informou que só se manifesta sobre o caso nos autos do processo.

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