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“[Eu] falei que eu queria o rompimento da gestão plena porque está tendo alguns conflitos. Mas eu fiz mais num tom de provocação mesmo. Muitas vezes eu faço essas provocações públicas antes mesmo de discutir com ela [secretária de Saúde] sobre ela”.
Ele disse que embora haja uma gestão plena do município, muitos serviços de saúde são contratualizados e geridos pelo Estado. Ele citou como exemplo o Hospital Geral, o Hospital do Câncer e a Santa Casa, onde a regulação estaria 100% com o Estado. “E sobra pra gente uma parte muito onerosa desse pacto. Muito onerosa”, pontuou em entrevista nesta quarta-feira (30).
O gestor municipal destacou ainda a sobrecarga de Cuiabá no atendimento à população de outras cidades. Ele citou, por exemplo, que gestantes do municípios de Várzea Grande têm atravessado a ponte para realizar partos em Cuiabá. “A gente precisa revisitar esse pacto. Precisa analisar”.
“Aqui em Cuiabá, por exemplo, nós estamos pagando a natalidade de muita gente. Muita gente já não nasce em Várzea Grande. Vem nascer em Cuiabá. Porque Cuiabá é uma porta aberta. O Santa Helena é uma porta aberta. O Hospital Geral é uma porta aberta. Então, a natalidade de Várzea Grande está aqui, praticamente”, detalhou.
Abílio, contudo, ressaltou que não está reclamando de atender municípios vizinhos, mas sim de um reconhecimento maior para Cuiabá.
“É o nosso dever conseguir ajudar os nossos vizinhos. E a gente está feliz demais de fazer isso. Só que a gente precisa de uma co-participação maior. A gente precisa de uma ajuda maior dos entes federativos, que fazem parte desse pacto”.
Críticas de Mauro
O governador Mauro Mendes (UNIÃO) criticou a intenção do prefeito de romper com a gestão plena da saúde no município. Em entrevista coletiva na última semana, Mendes disse que o prefeito precisa “parar com a conversa via imprensa” e entender que não pode abrir mão de responsabilidades do cargo para o qual foi eleito.
“O Abilio não pode abrir mão das suas funções de cuidar da saúde. Ele foi eleito, ele conhecia isso. Se não conhecia, devia ter conhecido antes. Nenhum prefeito veio com essa historinha”, disparou o governador. Mauro ainda reforçou que a Prefeitura tem obrigações legais com a saúde e que “não se trata de escolher o que quer ou não gerir”, disse.

Abilio diz que ideia de fim da gestão plena foi em “tom de provocação” e cita “pacto oneroso” para Cuiabá
O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), afirmou que suas declarações sobre o fim da gestão plena na capital foram uma “provocação pública” para levantar o debate sobre a necessidade de rever o atual pacto em que Cuiabá está inserida na saúde pública. Segundo ele, o modelo atual é financeiramente oneroso para o município.
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