Fazendas, mansões, apartamentos de luxo em Cuiabá e SP: juiz sequestra bens da organização que desviou milhões do TJ; confira

O juiz Moacir Rogério Tortato bloqueou R$ 21.7 milhões dos advogados, empresários e empresas que foram presos nesta quarta-feira (30) no bojo da Operação Sepulcro Caiado, deflagrada pela Polícia Civil com objetivo de desarticular esquema que desviou milhões da conta única do Tribunal de Justiça. Além dos valores, foram sequestrados veículos de alto padrão e 48 imóveis entre fazendas, apartamentos em São Paulo, lotes, terrenos, casas em condomínio de luxo de Cuiabá. Confira a lista completa ao final da matéria.

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Em nome do servidor público do TJMT Mauro Ferreira Filho, o juiz bloqueou apartamento em edifício de luxo em São Paulo, lote em pesqueiro e casa no Florais dos Lagos. Em nome do advogado Regis Poderoso de Sousa, duas casas em Marília (SP) e sala comercial na capital.
O casal Wagner Vasconcelos de Moraes e Melissa Vasconcelos de Moraes teve bloqueados três apartamentos em edifícios de alto padrão na capital, casa em condomínio de luxo em Cuiabá e lotes no Alphaville.
Em nome do advogado Themis Lessa da Silva e sua empresa Lessa Consultoria, um lote no Condomínio Florais da Mata – Várzea Grande, veículos de luxo como um Volvo XC40 2022 e BMW X1. Já a RV Empresa de Cobrança Ltda perdeu uma estância de 21 hectares na capital.
A família Ricci Volpato sofreu uma série de sequestro, em mais de 20imóveis e veículos, como uma fazenda de 200 hectares em VG, outra de 400 em Rosário Oeste, diversos apartamentos em edifícios de alto padrão de Cuiabá, como o Brasil Beach, vários lotes e terrenos, veículos de luxo como Volvo XC40 2020, Haval 2025, ambos importados.
Foram presos nesta manhã Wagner Vasconcelos de Moraes. Melissa Franca Praeiro Vasconcelos de Moraes, João Gustavo Ricci Volpato, Luiza Rios Ricci Volpato, Augusto Frederico Ricci Volpato, Rodrigo Moreira Marinho, Themis Lessa da Silva, João Miguel da Costa Neto, Régis Pederoso de Souza, Denise Alonso e o servidor Mauro Martins Sanches Júnior.
A investigação começou a partir de denúncia feita por um homem à polícia de Cuiabá em 23 de janeiro de 2025. Ele descobriu um bloqueio judicial de R$ 17 mil em sua conta bancária ao tentar realizar um pagamento. Inicialmente, foram identificados 17 processos que resultaram em um prejuízo superior a R$ 11 milhões aos cofres públicos. Contudo, há indícios de que os valores desviados ultrapassem R$ 21 milhões.
 
Ao buscar esclarecimentos, ele soube da existência de nove processos judiciais em que figurava como devedor de João Gustavo Ricci Volpato. Sete desses processos apresentavam registro de quitação de débitos que ultrapassavam R$ 680 mil, embora ele jamais tivesse promovido qualquer pagamento ou concedido poderes para isso.
 
A vítima reconheceu uma dívida pretérita com Volpato referente a um empréstimo pessoal de 2014, cujo valor original não excedia R$ 17 mil. Além disso, negou qualquer relação jurídica com o advogado Themis Lessa da Silva, que aparecia como seu procurador nos autos judiciais.
 
No decorrer das investigações, a polícia descobriu a existência de outras vítimas em situação semelhante. Há relatos de coação, ausência de capacidade civil para atos jurídicos ou desconhecimento total de pagamentos expressivos em seus nomes. Pessoas físicas e representantes de pessoas jurídicas confirmaram dívidas com valores muito inferiores aos registrados nos processos e negaram ter outorgado procuração aos advogados que os representavam.
 

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