Erro na fuga e pista esquecida em Brasnorte ajudaram polícia a prender 14

Uma pista deixada pelos criminosos que roubaram uma agência bancária em Brasnorte durante a fuga, o abandono de uma caminhonete em uma estrada vicinal, permitiu que as forças de segurança do Estado dessem início a uma operação que resultou na prisão de 14 suspeitos, entre eles dois policiais militares e integrantes da rede de apoio da quadrilha.

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Suspeito de assalto em banco de Brasnorte são presos em Vilhena (RO). (Foto: Secom/MT)

O roubo ocorreu na quinta-feira (31), quando quatro homens armados invadiram a agência, renderam funcionários e fugiram levando duas pessoas como reféns. As vítimas foram liberadas a cerca de 10 km do local, e os assaltantes seguiram em uma caminhonete Hilux, roubada dias antes.

O veículo, no entanto, foi encontrado pouco depois, abandonado na região conhecida como Cabeça de Porco.

Uma trilha de erros

A partir da localização da caminhonete, equipes da Polícia Militar, Polícia Civil, Bope, Força Tática, Ciopaer e Core traçaram as rotas de fuga, acionaram o cerco policial e ampliaram as investigações.

A resposta rápida permitiu que os agentes localizassem suspeitos em flagrante e, nos dias seguintes, desmantelassem o grupo em diferentes cidades.

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Criminosos invadiram agência bancária de Brasnorte na semana passada. Foto: reprodução

Quatro envolvidos foram localizados no sábado, 2 de agosto, escondidos em uma casa na cidade de Vilhena, Rondônia.

Outros dois foram presos ainda em Brasnorte. No domingo, mais três suspeitos foram capturados após novas diligências baseadas em informações fornecidas por uma mulher que se apresentou como esposa de um dos criminosos.

Segundo os investigadores, a mulher decidiu colaborar espontaneamente e revelou detalhes sobre o planejamento do assalto, a divisão de tarefas e os caminhos utilizados pelo grupo após o crime. As informações foram cruciais para localizar comparsas e encontrar armas e dinheiro escondidos.

Policiais envolvidos

Dois policiais militares lotados em Brasnorte também foram presos. De acordo com a Corregedoria da PM, há indícios de que os agentes facilitaram a fuga da quadrilha. Ambos tiveram a prisão preventiva decretada e respondem a procedimento administrativo interno.

A Secretaria de Segurança Pública afirmou que atua com tolerância zero a crimes cometidos por servidores.

Durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira, 4 de agosto, o secretário de Segurança, coronel César Roveri, elogiou a atuação integrada das forças e destacou que a resposta rápida ao crime foi possível graças à estrutura estadual.

“Em menos de 48 horas conseguimos identificar e prender os principais envolvidos. A polícia deu uma resposta dura à criminalidade”, afirmou.

Não foi novo cangaço

Apesar da semelhança com casos de “novo cangaço”, a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) explicou que o assalto em Brasnorte não se enquadra na categoria.

“O novo cangaço envolve armamento de guerra, planejamento mais robusto e tomada de cidades. Neste caso, foi um roubo violento, mas de menor escala tática”, explicou o delegado Gustavo Belão.

Durante as buscas, foram apreendidos três veículos, armas de fogo e uma quantia em dinheiro, que não foi divulgada para não comprometer as investigações. A Polícia Técnica realizou perícias no banco, nos veículos e em locais relacionados ao crime.

As buscas continuam para localizar outros envolvidos e recuperar o restante do valor roubado.

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