Em sete meses, 36 construções irregulares foram demolidas em Cuiabá por oferecerem riscos à segurança da população. A mais recente operação ocorreu nessa segunda-feira (4), nos residenciais Ilza Terezinha Picolli e Pádova, localizados no bairro Morada da Serra. As estruturas ocupavam áreas públicas e, segundo moradores, estavam sendo usadas como ponto de consumo de drogas e esconderijo para criminosos.

Um dos pontos demolidos ficava na Rua J, do Residencial Ilza Terezinha Picoll, onde, segundo a prefeitura, há anos os moradores conviviam com o medo. Alcides Bosco Ferreira, que vive na região há 18 anos, contou que os motoristas de ônibus evitavam permanecer no local, que é ponto final das linhas 309 e 390.
“O lugar era usado para fumar droga. Já vi até meninas jovens nesse meio. Isso era um perigo. Agora, com a demolição, esperamos que a situação melhore”, relatou.
Outro local alvo da ação ficava ao lado da CEMEI Paulo Ronan. O diretor da creche, Keitel Jorge Moreira Júnior, afirmou que a ocupação irregular afetava diretamente a rotina das crianças e dos pais.
“Convivíamos com mau cheiro e com pessoas desocupadas jogando lixo. Descobrimos, inclusive, furto de água vindo dessa construção”, revelou.
Na Avenida das Hortênsias, outra estrutura construída irregularmente também foi derrubada após o espaço ter sido cercado e abandonado. O local acumulava entulhos e animais peçonhentos. Segundo o coordenador de Regulação e Fiscalização de Obras, Érico César de Arruda e Silva, o responsável não foi localizado, e a equipe decidiu intervir para limpar e desobstruir a área.
As ações de demolição também ocorreram em outras regiões da capital: três edificações foram retiradas de uma praça no Parque Geórgia; uma lanchonete foi removida do passeio público no bairro Porto; outras 12 construções em fase inicial foram demolidas na área verde da Rua N, no Ilza Terezinha; e 18 em áreas públicas do Jardim Imperial II.

As operações foram coordenadas pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Ordem Pública, com apoio das Secretarias de Obras e Segurança Pública, da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb) e da Energisa, que realizou o desligamento da rede elétrica para evitar ligações clandestinas. Todo o entulho foi recolhido pelas equipes municipais após as demolições.
A secretária de Ordem Pública destacou que a retirada das construções é essencial para devolver os espaços à comunidade. “Essa ação traz alívio e é um passo importante para que esse espaço volte a servir à população com segurança”, concluiu.