O que fazer durante uma emergência em voo? 6 passos essenciais

Apesar do receio que os acidentes aéreos podem gerar, especialistas em segurança de voo afirmam que cerca de 90% das colisões de avião têm sobreviventes. Estar preparado e seguir algumas orientações básicas pode aumentar drasticamente suas chances de sair vivo de uma emergência.

O professor Ed Galea, da Universidade de Greenwich, em Londres, que estudou 105 acidentes e ouviu mais de 2 mil sobreviventes, ressalta que a mídia foca nas tragédias, o que pode levar as pessoas a desistir de tomar medidas que salvariam suas vidas.

O que fazer durante uma emergência em voo 6 passos essenciais | Foto: freepik
O que fazer durante uma emergência em voo 6 passos essenciais | Foto: freepik

A aviação é um dos meios de transporte mais seguros, e a chance de um passageiro se ver em uma situação de crise é mínima. No entanto, conhecer os procedimentos pode fazer toda a diferença. Por isso, confira 6 passos essenciais para saber o que fazer em caso de uma emergência durante voo:

1. Preste atenção ao briefing de segurança e ao cartão de emergência

Antes de cada voo, os comissários demonstram procedimentos de emergência e mostram um cartão de segurança. Muitos passageiros não prestam atenção, mas estas informações são cruciais e são repetidas, com detalhes adicionais, em caso de uma emergência real. Compreender esses procedimentos é fundamental para saber lidar com a situação.

2. Conheça as saídas de emergência e planeje sua rota

Pesquisas indicam que a maioria dos sobreviventes estava sentada a até sete fileiras de distância da saída de emergência mais próxima. Escolher um assento no corredor ou em classes com mais espaço (como primeira ou executiva) também pode facilitar a saída. É essencial contar o número de fileiras até as saídas mais próximas e planejar mentalmente o que fazer; isso permitiria deixar o avião mesmo se houver fumaça e os sinais de saída não estiverem visíveis.

3. Prepare sua poltrona e a cabine para decolagem/pouso

Durante as fases mais críticas do voo (decolagem e aterrissagem), onde a maior parte dos acidentes ocorre, é fundamental:

  • Recolher a mesinha: Ela pode causar ferimentos em caso de impacto;
  • Colocar a poltrona na posição vertical: Isso minimiza o “efeito chicote” em caso de impacto, reduzindo o ângulo de movimento para frente e, consequentemente, a tendência a lesões;
  • Abrir as persianas: Permite ter consciência situacional, verificando as condições externas (como fogo em uma asa) e auxiliando tanto a tripulação quanto os próprios passageiros a escolherem a saída mais segura.

4. Mantenha os pés calçados

Como a maior parte dos acidentes ocorre durante a decolagem e a aterrissagem, estar calçado nesses momentos é crucial. Isso facilita a saída do avião, caso seja necessário andar em meio a ferragens e destroços.

5. Domine o cinto de segurança e a posição de impacto

Prestar atenção às instruções e lembrar como desafivelar o cinto de segurança é um cuidado básico; muitas pessoas, nervosas, tentam apertar um botão que não existe, como nos carros. O cinto de segurança é vital para prevenir o movimento para frente em caso de impacto e para evitar que você “saia voando” em caso de turbulência severa. Testes práticos com bonecos demonstraram a grande diferença que o cinto faz na proteção dos ocupantes em pousos de emergência. Em caso de pouso forçado, a instrução de colocar a cabeça entre as pernas protege joelhos e crânio, aumentando as chances de permanecer consciente e sair rapidamente.

6. Compreenda a evacuação rápida e os dispositivos de flutuação

Se você sobreviver ao impacto, sua prioridade é sair do avião o mais rápido possível. Lembre-se: nunca infle o colete salva-vidas dentro do avião.

Dispositivos de flutuação: Aeronaves podem ter coletes salva-vidas (obrigatórios em voos a mais de 370 km da costa) ou assentos flutuantes.

Colete salva-vidas: Veste-se, puxa-se a corda para inflar com CO2 (ou infla-se manualmente com canudinho). Possui luz de emergência (acende automaticamente em contato com a água, dura 8-15h) e apito.

 Assento flutuante: Agarram-se as tiras e apoia-se a cabeça. Flutua por cerca de duas horas.

  • Evacuação: Em solo, aeronaves menores podem ter escada integrada; aviões maiores usam escorregadeiras infláveis (slides) que acionam automaticamente ao abrir a porta no modo “portas em automático”. No caso de pouso na água, algumas escorregadeiras podem se converter em botes (com kits de sobrevivência), enquanto outras servem apenas como auxílio à flutuação.
  • Regra de ouro: Todos os passageiros devem sair antes de qualquer tripulante. Comissários e o comandante (que é o último a sair) farão uma averiguação completa para garantir que ninguém ficou para trás.

Embora ninguém queira passar por uma emergência, estar informado e preparado aumenta significativamente as chances de um desfecho seguro.

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