Um adolescente de 15 anos foi espancado por um grupo de colegas dentro da Escola Estadual Antônio Epaminondas, em Cuiabá, nessa quarta-feira (6), após um desentendimento no banheiro da unidade. De acordo com a Polícia Militar, o estudante foi agredido com socos, chutes e até golpes com pedaço de madeira por pelo menos sete alunos, com idades entre 14 e 17 anos. O caso foi registrado como lesão corporal consumada e encaminhado à Delegacia Especializada.
Segundo o boletim de ocorrência, a confusão começou às 13h30, quando a vítima entrou no banheiro da escola e acendeu a luz do ambiente. Um dos colegas teria ordenado que ele apagasse a lâmpada, mas o estudante se recusou, dizendo que queria escovar os dentes. A negativa teria dado início à agressão física.

A vítima relatou que foi atacada dentro do banheiro e arrastada até o pátio da escola, onde os agressores continuaram com os golpes. Uma professora interveio para cessar as agressões e proteger o estudante, que apresentava lesões corporais visíveis.
A Polícia Militar foi acionada e, ao chegar na escola, encontrou os envolvidos reunidos na sala da coordenação. A gestão da unidade já havia iniciado contato com os pais dos alunos e acionado o Conselho Tutelar. Todos os adolescentes foram levados à Central de Flagrantes, acompanhados pelos responsáveis legais. Dois deles também apresentavam ferimentos decorrentes da briga.
O caso foi registrado em vídeo pelo sistema interno de monitoramento da escola, e as imagens poderão ser usadas na investigação. Um advogado se apresentou como representante legal de um dos conduzidos durante o registro da ocorrência.
Escola diz ter adotado medidas imediatas
Em nota oficial, a direção da Escola Estadual Antônio Epaminondas informou que tomou todas as providências necessárias desde o início do caso. A vítima foi acolhida e os pais de todos os envolvidos foram chamados para acompanhar os procedimentos na delegacia. O Conselho Tutelar foi acionado para garantir o acompanhamento das famílias.
A instituição também comunicou que o caso será tratado com medidas pedagógicas, psicossociais e institucionais. Entre as ações planejadas estão rodas de conversa com os alunos, palestras sobre violência e bullying, além do encaminhamento da vítima ao Centro de Atenção Psicossocial Infantil (CAPSi) para atendimento especializado.
A escola conta com uma professora mediadora e com apoio da equipe psicossocial da Diretoria Metropolitana de Educação. As ações serão registradas em ata e encaminhadas aos órgãos competentes para acompanhamento.