Este mês, lilás é a cor do luto. Embora o tom represente o combate à violência contra a mulher, em agosto, Mato Grosso do Sul bateu o triste número de 21 cidadãs mortas pelo simples fato de serem mulheres.

No painel púrpura atualizado diariamente pela Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) em parceria com o TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), o vermelho sangue grita o que já é de conhecimento geral: não existe padrão.
A velocidade em que o contador de feminicídios roda é impressionante. Quase tão corriqueiro quanto aqueles pendurados em grandes obras, estampando “estamos a XX dias sem acidente de trabalho”. Neste caso, neste exato momento, passamos longe de qualquer recorde positivo: estamos há cinco dias sem registro de feminicídio no estado.
Conforme este mesmo painel de dados, os algozes vão de filhos, irmãos, pais a namorados, maridos, ex-companheiros e até colegas de trabalho. As vítimas são das mais variadas raízes. Nem mesmo faixas-etárias vulneráveis escapam: foram assassinadas de bebês a idosas.
E, embora hoje representem dados tristes ao estado, todas elas vão muito além de mais um processo de feminicídio, um ponto na estatística.
Carina, Vanessa, Simone, Giseli, Salvadora e outros 16 nomes dão rosto e CPF às histórias. Mulheres que compunham família, que se destacavam no trabalho, que mantinham amizades, teciam seus caminhos.
Vidas!
Por isso, o Primeira Página lança nesta quinta-feira (7), quando a Lei Maria da Penha completa 19 anos, série de reportagens que trará diariamente quem foram essas mulheres e como está a investigação sobre suas mortes.
A iniciativa, além de selar um mês que deveria ser de conscientização, mas é também de luto, tem o objetivo de honrar a memória dessas mulheres que deixaram seus legados, após perderem suas vidas tão prematura e brutalmente.
🚨 Denuncie a violência contra a mulher
Violência doméstica — seja psicológica, física, moral ou verbal — é crime e precisa ser combatida. Saiba como denunciar:
Emergência: se a agressão estiver acontecendo, ligue 190 imediatamente;
Central de denúncias: disque 180. O atendimento é gratuito, sigiloso e funciona 24 horas por dia, todos os dias. Também é possível denunciar via WhatsApp: (61) 9610-0180;
Presencial: procure a delegacia mais próxima ou acione a Polícia Militar pelo 190;
Em Mato Grosso do Sul as denúncias de violência de gênero podem ser feitas de maneira on-line.
Clique aqui e faça a denúncia.
⚠️ Violência contra a mulher não pode ser ignorada. Basta! Denuncie.
