Abilio Brunini critica decisão de Moraes e diz que excessos o fazem perder a mão: “abuso de autoridade”

O prefeito Abilio Brunini (PL) classificou como “abuso de autoridade” a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo ele, os supostos excessos cometidos pelo magistrado comprometem a própria condução do caso. “É importante entender que a escalada desse abuso de autoridade dele faz com que ele perca a mão tanto do processo, se torne suspeito dentro do procedimento que ele está adotando”, afirmou nesta sexta-feira (8). 

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Abilio ressaltou que já existem 41 assinaturas no Congresso Nacional para um pedido de cassação de Moraes, incluindo a adesão dos três senadores de Mato Grosso, que, segundo ele, antes mantinham uma postura mais moderada. “Senadores que antes tinham um posicionamento mais centrado, de não entrar nessa guerra, mas diante dessas circunstâncias…”, completou.
A declaração do prefeito ocorre em meio à repercussão da decisão de Moraes, proferida na última segunda-feira (4), que determinou que Bolsonaro cumpra prisão domiciliar, proibiu visitas — exceto de familiares próximos e advogados — e ordenou o recolhimento de celulares em sua residência. A medida foi justificada pelo entendimento de que o ex-presidente descumpriu restrições judiciais impostas no âmbito da investigação que apura uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
“A prisão é incorreta. É um abuso de autoridade tanto que é que já existem 41 assinaturas para cassar o Alexandre de Moraes. Já existem”, defendeu o prefeito.
Segundo o ministro, Bolsonaro utilizou redes sociais de aliados, incluindo de seus filhos parlamentares, para divulgar mensagens com “claro conteúdo de incentivo e instigação a ataques ao Supremo Tribunal Federal e apoio ostensivo à intervenção estrangeira no Poder Judiciário brasileiro”.
Uma dessas postagens foi feita na conta do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para repercutir atos a favor do pai, ocorridos no domingo (3) em várias cidades do país, incluindo Cuiabá. Moraes destacou que o próprio senador removeu a publicação para “omitir a transgressão legal”.
A defesa de Bolsonaro nega que tenha havido violação de medida cautelar e afirma que foi “surpreendida” pela decisão.

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