Janaina vê aliança MDB-PL como caminho ‘natural’, mas não descarta permanência na base de Mauro Mendes

A deputada estadual Janaina Riva (MDB) afirmou que o “caminho natural” do partido para as eleições de 2026 é caminhar com o PL, legenda do senador Wellington Fagundes, seu sogro, que articula uma candidatura ao governo do Estado.

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Apesar disso, ela não descarta a possibilidade de composição com o União Brasil ou com o Republicanos, legenda do vice-governador Otaviano Pivetta, também cotado para disputar o comando do Palácio Paiaguás.
Janaina ressaltou que, atualmente, o MDB integra a base de sustentação do governador Mauro Mendes (União), com exceção dela própria, que se mantém na oposição. Para a parlamentar, a ausência de cargos na gestão estadual não inviabiliza alianças futuras.
“Podemos estar juntos com o União Brasil, com o Republicanos, com o PL. Essa é uma discussão que a gente vai fazer lá na frente, com muita frieza e habilidade para negociar e construir”, afirmou.
A deputada destacou que a negociação que levou o MDB à base governista, em 2022, foi conduzida pelo presidente estadual do partido, Carlos Bezerra, e que ele fala com autoridade ao afirmar que havia um compromisso de maior espaço para a sigla na gestão.
“Quando o Bezerra diz que o partido saiu da composição do governo, que é diferente de sair da base, ele fala com o sentimento de quem participou dessa negociação. Hoje só eu não estou na base; os outros deputados estão”, pontuou.
Crítica à ocupação de cargos na atual administração, Janaina defendeu que a legenda não indique nomes para o primeiro escalão.
“Hoje, eu acho que é um erro o MDB indicar qualquer que seja o nome para ocupar uma secretaria. O caminho mais natural, como disse o Bezerra, seria mesmo caminhar com o PL”, reforçou.
O cenário ocorre em meio ao desgaste entre MDB e governo Mauro Mendes, aprofundado após a exoneração do ex-secretário de Agricultura Familiar, Luluca Ribeiro, indicado pela sigla, durante a Operação Suserano. Desde que anunciou sua pré-candidatura ao Senado, Janaina afirma ter sofrido retaliações políticas e administrativas, como a perda de espaço na Mesa Diretora da Assembleia Legislativa e dificuldades na liberação de emendas parlamentares.

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