Leia também
TCE aponta desorganização e inconsistências em 70% dos contratos consignados de servidores em MT
A medida, segundo ele, pode permitir a renegociação dos contratos, reduzir juros e aliviar a situação financeira de milhares de trabalhadores.
A declaração foi feita após reunião com representantes das duas instituições, que estiveram na Assembleia para discutir alternativas diante da crise gerada por irregularidades nas operações de crédito consignado. O encontro ocorre no momento em que o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) aponta inconsistências em mais de 60 mil contratos firmados por servidores com instituições financeiras.
“São instituições públicas com grande responsabilidade e esse é um avanço significativo. A carteira de consignados dos servidores é muito lucrativa para os bancos, porque o pagamento é descontado diretamente da folha. Muitos bancos têm interesse, mas o que não pode é operar com taxas exorbitantes, roubando nossos servidores. Banco do Brasil e Caixa também têm que ter um viés social e, num momento como esse, se colocar à disposição. Eles estiveram aqui e falaram que têm interesse, sim, em buscar taxas boas e menores juros para facilitar a vida dos servidores”, afirmou.
O deputado ressaltou que, apesar da atratividade financeira dessa modalidade de crédito, é preciso garantir condições justas para os trabalhadores. Ele frisou que a portabilidade das dívidas para bancos públicos pode ser um caminho para corrigir distorções e impedir abusos, principalmente após denúncias que levaram à suspensão de descontos de empresas como a Capital Consig S.A., acusada de diversas irregularidades.
Max confirma interesse do Banco do Brasil e Caixa em comprar dívidas de servidores com consignados
O presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB), afirmou que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal demonstraram interesse em assumir dívidas de servidores públicos estaduais contraídas por meio de empréstimos consignados.
por
Tags: