‘Se existe ditadura no Brasil, é da ignorância e frouxidão da família Bolsonaro’, dispara Lúdio Cabral

O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) criticou o discurso da família Bolsonaro e de seus apoiadores mais extremistas, que alegam a existência de uma ditadura no Brasil. Essa versão tem sido intensificada à medida que as investigações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se afunilam no Supremo Tribunal Federal (STF), que julgará Bolsonaro em setembro próximo.

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No entanto, para o deputado petista, não há fundamento para falar em ditadura, perseguição ou exagero, pois o ex-presidente está sendo julgado com direito ao contraditório e à ampla defesa.
“Se existe uma ditadura no Brasil, é a ditadura da ignorância da família Bolsonaro,  é a ditadura da frouxidão e da covardia dos Bolsonaro.  Essa é a única ditadura que existe no Brasil.  É uma pena que uma parcela do Parlamento Nacional se deixe levar por isso”, disparou o deputado em entrevista na última quarta-feira (6), depois da sessão em comemoração aos 190 anos da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT)
“O que há é o Estado de Direito funcionando em sua plenitude,  democraticamente, dando amplo direito de defesa e revelando o que o clã Bolsonaro é de verdade.  Antipatriota,  criminoso,  ignorante e covarde frouxo. “Essa é a grande verdade”, continuou Lúdio. 
Segundo Lúdio, o Estado Democratico de Direito no Brasil está funcionando plenamente e, diz ele, a maior prova disso é o depoimento que Bolsonaro prestou no Supremo no processo em que ele é acusado de golpe de Estado.  Lúdio diz que naquela ocasião, Bolsonaro usou boa parte do tempo “pedindo desculpas”, dizendo que precisa mudar e melhorar o vocabulário dele, que ele utiliza um vocabulário inadequado”. 
“Quando questionado sobre as denúncias que ele fez de que os ministros do Supremo receberiam milhões, ele disse que não tinha prova nenhuma,  pediu desculpas. Quando questionado sobre os acampamentos nos quartéis, mobilizados por ele,  das pessoas que estavam pedindo intervenção militar, um novo AI-5,  ele disse no depoimento que quem estava nos quartéis era um bando de maluco pedindo AI-5, que ele não tinha qualquer responsabilidade sobre aquilo”, contou. 
“Ele teve a capacidade de pedir desculpas ao Alexandre de Moraes e convidar o Alexandre de Moraes para ser candidato a vice-presidente em uma eventual candidatura dele.  Onde é que está a ditadura, onde é que está a perseguição quando o próprio réu, ao ter a oportunidade de se defender,  presta um depoimento daquela natureza?”, perguntou. 
O deputado finalizou sua fala lamentando que uma parcela do parlamento não identifique que a família do ex-presidente trabalha contra os interesses nacionais, se “dizendo patriotas, mas na prática são anti patrióticos”.  “O filho fugiu do Brasil para lá nos Estados Unidos conspirar contra o Brasil,  para se permitirem serem utilizados como marionetes pelo presidente dos Estados Unidos”. 

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