Wellington compara política a igreja e quer somente fiéis no PL em disputa com Pivetta por apoios

O senador Wellington Fagundes (PL) disse que o partido não pode “ter preocupação em perder” filiados que não forem leais e comparou política à religião, em meio à disputa por apoios na corrida ao governo de Mato Grosso. O recado foi dado após prefeitos do PL elogiarem publicamente o vice-governador e pré-candidato Otaviano Pivetta (Republicanos), em desafio à nova resolução da sigla que proíbe manifestações de apoio a nomes de outros partidos.

Leia também:
Pivetta diz que elogios recebidos de nomes do PL é fruto de amizades; legenda proibiu apoio a pré-candidatos de outras siglas

“Infiel, nós não podemos ter preocupação em perder. Nós queremos os fiéis. Como eu disse, é como nas igrejas. A igreja busca o quê? Fiéis, pessoas fiéis àquela igreja. O PL também quer os fiéis dentro do PL. É assim que nós queremos”, afirmou ao Olhar Direto nesta segunda-feira (11).
O atrito envolve as três maiores prefeituras do Estado. Abilio Brunini, de Cuiabá, Flávia Moretti, Várzea Grande e Claudio Ferreira, de Rondonópolis, todos do PL, já fizeram elogios a Pivetta. Inclusive, já houve rumores de que a vereadora Samantha Iris (PL), esposa de Abilio, poderia ser vice numa chapa do Republicanos, além de relatos de rusga interna entre Claudio e Wellington.
O senador disse que a fidelidade partidária é prevista em lei e no estatuto e lembrou que, em caso de parlamentares, a desfiliação causa perda do mandato. “Mais do que nunca, isso é para fortalecer o PL e acredito que outros [partidos] vão fazer o mesmo”, afirmou. 
O senador ainda reafirmou sua pré-candidatura ao governo e a de José Medeiros (PL) ao Senado, comparando o partido a uma congregação religiosa e defendendo que alianças majoritárias só sejam construídas após decisão interna oficial.
“No PL nós não queremos briga, disputa sim. Mas se o partido definiu, é como na religião: o pastor e a congregação decidiram uma coisa e o fiel quer fazer diferente, está em uma democracia: Se ele entende que aquela igreja não é a melhor, vai para outra. Da mesma forma são os partidos”, concluiu.
De acordo com Wellington, a força do PL só se consolidou pela unidade em torno da candidatura do ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022 e pelo reforço aos ideais bolsonaristas em 2024. Com isso, o partido se tornou o maior do Brasil em números absolutos e, para manter essa força, é preciso preservar a fidelidade partidária.

Fonte


Publicado

em

por

Tags: