O Corpo de Bombeiros de Mato Grosso extinguiu, nas últimas 24 horas, três incêndios florestais registrados nos municípios de União do Sul, Torixoréu e Cocalinho. No caso de Cocalinho, a operação durou quatro dias até que as chamas fossem totalmente controladas nesta segunda-feira (11).

Apesar dos avanços, as equipes seguem mobilizadas no combate a outros quatro incêndios ativos, localizados em Água Boa, Santa Terezinha, Torixoréu e Colniza. Em Água Boa, a estratégia de contenção conta com reforço de caminhão-pipa e maquinário pesado.
As ações são realizadas de forma contínua, com foco na proteção de vidas, propriedades rurais e áreas de vegetação.
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Além das ocorrências já controladas e das que estão em andamento, os bombeiros monitoram 23 focos de calor espalhados pelo estado. Desses, 12 são incêndios florestais — nove deles em terras indígenas — e outros 11 correspondem a queimadas irregulares.
Período Proibitivo
O trabalho ocorre em meio ao período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso. De 1º de junho até 31 de dezembro está proibido o uso do fogo no Pantanal. Nas regiões da Amazônia e do Cerrado, o período proibitivo teve início em 1º de julho e vai até 30 de novembro.
Já nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.
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Durante esse intervalo, está proibida qualquer queima controlada, e quem descumprir a norma está sujeito a multas e outras penalidades. A medida busca reduzir o número de queimadas e evitar que o clima seco, aliado aos ventos fortes, intensifique a propagação de incêndios no estado.
Em caso de qualquer indício de incêndio florestal no bioma, a orientação é que a denúncia seja feita imediatamente pelos números 193 ou 190.
Queda nos focos de calor
Mato Grosso apresentou uma redução expressiva nos focos de calor neste mês de agosto. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indicam que, entre os dias 1º e 11, foram contabilizados 278 registros — número 89,78% menor que o registrado no mesmo período de 2024, quando ocorreram 2.721 ocorrências.

Assim como no ano passado, Colniza permanece no topo do ranking estadual, mas também registrou forte retração: de 358 focos em agosto de 2024 para 84 neste ano.
De acordo com especialistas, a diferença se explica pelas condições climáticas. Em 2025, não há influência do fenômeno El Niño, que no ano anterior intensificou as temperaturas e favoreceu incêndios. Além disso, o estado não enfrentou ondas de calor intensas no período.
As autoridades reforçam que está proibido o uso do fogo em áreas do Pantanal, Cerrado e Amazônia durante todo o período de estiagem. Nas zonas urbanas, a restrição é permanente e vale para todo o ano.