Senador pede pressão popular pela soltura de Bolsonaro e diz que ‘falta coração ao julgador’

O senador Wellington Fagundes (PL), líder do bloco Vanguarda no Senado, defendeu que a população mantenha pressão nas ruas e nas redes sociais pela soltura do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente em prisão domiciliar. A medida foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também conduz as investigações sobre os atentados de 8 de janeiro de 2023.

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“Continuem pedindo, seja nas mídias sociais, seja onde puder. Não aceitem injustiça no Brasil. O que estão fazendo com o presidente Bolsonaro nós entendemos, e a população também, que está sendo feita uma injustiça. Prender um ex-presidente da República sem defesa, sem ser julgado… ele não foi condenado ainda e já está preso”, afirmou.
Fagundes comparou a situação de Bolsonaro às prisões em massa após os atos de 8 de janeiro, citando casos de pessoas que, segundo ele, foram condenadas de forma desproporcional. “Uma mulher, uma cabeleireira, apenas com um batom se manifestou repetindo uma frase do ministro do Supremo. No outro dia lavou a estátua e estava tudo limpo. E essa mulher, 14 anos de prisão. Isso é injustiça”, disse.
O senador também criticou diretamente a postura de Moraes. “Eu sempre falo e quero repetir: está faltando Deus no coração do julgador. Um julgador que não tem Deus, às vezes, passa a ser um perseguidor. Nós queremos liberdade, direito de ir, de vir, de falar. Não aceitamos essa situação”, afirmou.
Na semana passada, Wellington participou da ocupação da Mesa Diretora do Senado ao lado de outros parlamentares de oposição, cobrando do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), a votação de pedidos de impeachment contra Alexandre de Moraes. Diversas dessas solicitações foram protocoladas por senadores e entidades civis nos últimos anos, mas nenhuma avançou à etapa de deliberação em plenário.

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