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Na segunda (11), Abilio afirmou em uma entrevista com jornalistas que irá acionar a corregedoria da PM contra o policial por ele ter redigido o B.O. com informações supostamente equivocadas sobre a situação entre ele e a vice-prefeita.
O boletim de ocorrência foi feito como uma “ocorrência de natureza diversa”. No documento, consta que a Polícia Militar foi acionada para atender a um ‘desentendimento’ na sede da Semob e que, ao chegarem ao local, os PMs encontraram Abilio e Vânia com ‘ânimos exaltados’.
Ao comentar sobre o caso, Dias se solidarizou com o PM e disse que não vê motivos para o prefeito levar essa questão adiante. Ele destacou que quando um policial é acionado para uma ocorrência do tipo, apenas relata “o que foi falado ou visto”. “Eu sou solidário ao policial militar”, disse em entrevista nesta terça-feira (12).
Ele prosseguiu em defesa do PM e frisou que não vê como bom caminho a tentativa de Abílio em querer responsabilizar o policial militar. Ao ser questionado se a fala do prefeito sobre acionar a corregedoria contra o policial é um ato de intimidação de Abilio para o profissional, Dias disse que “não”, que “ele [Abilio] não quis intimidar”.
“Tanto é que foi posterior ao fato, se quisesse intimidar… seria antes dele. Assim, o policial militar quando vai pra uma corrente como essa, quando tem duas pessoas assim, ele apenas relata o que lhe foi falado ou o que ele viu. Agora, responsabilizar é possível. Nós temos uma corregedoria. Só que na corregedoria, vai buscar a verdade sobre os fatos. Eu não vi também um comportamento provocativo ou equivocado por parte do policial”. “Nós não percebemos isso [embate ou comportamento agressivo pelo vídeo] mesmo.
Ainda de acordo com o vereador, o Policial Militar tem por obrigação relatar o que enxergou. Ele afirmou que se o PM escreveu que “houve ânimos” exaltados entre o prefeito e a vice, ele colocou “para além do que ele viu”,
“Mas um policial militar quando está diante de uma situação, óbvio que as pessoas ali têm uma influência. Por mais que o policial não queira, que queira ser o mais técnico possível, o policial militar acaba sendo envolvido por essa situação. Então, o que eu não gostei é de ter envolvido um policial militar trabalhador, provavelmente tem suas responsabilidades no quartel, nesse furacão político. Então, faça aqui um pedido tanto à vice-prefeita quanto ao prefeito. Vamos tirar o policial militar dessa discussão. Foi uma discussão política e nós não precisamos prejudicar um policial militar ou os policiais militares que estiveram nessa ocorrência”, finalizou.
De acordo com Abílio, a própria Vânia, em sua rede social, admitiu que não houve nenhum tipo de agressão. Ele diz ainda que os próprios vídeos e áudios comprovam isso.
“Eu não sei qual foi a intenção daquele policial militar fazer aquele boletim de ocorrência, mas ele responderá na Corregedoria da Polícia Militar e vai explicar porque ele tomou aquela decisão”, disse nesta segunda-feira.
O prefeito ainda afirmou que espera que a PM oriente seus “bravos” policiais a redigir boletins de ocorrência mais bem organizados para evitar “distorções”.
“É claro que existe a boa-fé do servidor público, mas a boa-fé também pode ser contestada contra as provas e os fatos. Eu espero que a Polícia Militar oriente aqueles bravos servidores a fazer boletins de ocorrência mais bem organizados, mais bem definidos, para não criar toda essa distorção e promover calúnias e difamações como chegou a ser feito”.

Vereador defende PM que pode ser alvo da corregedoria por fazer B.O. entre Abilio e Vânia: “relata só que foi falado ou visto”
O vereador Tenente Coronel Dias, de Cuiabá, defendeu um colega de farda, o policial militar que registrou um boletim de ocorrência e utilizou o termo “ânimos exaltados” para se referir a um desentendimento entre o prefeito Abílio Brunini (PL) e a vice Vania Rosa (Novo), que também é coronel da PM, na sede da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob), no último sábado (8).
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