Uma criança de 10 anos foi resgatada às margens da Rodovia dos Imigrantes, próxima à ponte de acesso a Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, após relatar ter sido sequestrada. O caso aconteceu na tarde dessa terça-feira (12) e é investigado pela Polícia Civil.

Segundo o boletim de ocorrência, o menino contou que estava em frente à casa dele, no bairro Novo Mato Grosso, quando um homem encapuzado se aproximou e ofereceu uma bolacha. Após comer, o menino disse ter perdido a consciência e, ao acordar, já estava na beira da rodovia, onde foi socorrido por uma testemunha que passava pelo local.
A criança afirmou não sentir dores e foi encaminhada para atendimento especializado. O Conselho Tutelar foi acionado, mas, sem equipe disponível no momento, informou que acompanharia o caso posteriormente na delegacia.
A mãe da criança foi localizada pela Polícia Militar e orientada a comparecer ao plantão de atendimento à vítima de violência doméstica, familiar e sexual, em Cuiabá.
A criança foi entregue à Polícia Civil, que investiga o caso através da Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (DEDDICA).
Como denunciar
O atendimento a crianças e adolescentes em situação de violência deve ser feito de forma integrada por uma rede de proteção articulada, de acordo com o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O órgão alerta que é importante garantir o acolhimento ético, escuta atenta e ambiente seguro, evitando a revitimização.
Em casos de revelação espontânea, o profissional deve ouvir sem interrupções, respeitar o relato e explicar os próximos passos. Há procedimentos específicos como escuta especializada (feita por profissional qualificado da rede) e depoimento especial (realizado por autoridade policial ou judicial para coleta de provas).
A denúncia pode ser anônima, pelo Disque 100 ou canais como Conselho Tutelar, Polícia, Ministério Público e Defensoria Pública. A notificação compulsória de casos, a ser feita em até 24h pelo profissional que teve conhecimento da violência, é obrigatória e visa garantir direitos e dar visibilidade ao problema.
Documentos devem ser registrados e compartilhados entre os órgãos da rede, e o atendimento deve priorizar a proteção, o acompanhamento e a recuperação integral da vítima.