Blairo diz que Lula agiu na hora certa contra tarifaço e defende expansão de mercados com apoio da China

O ex-ministro da Agricultura e ex-governador, Blairo Maggi, avaliou positivamente a medida anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para socorrer exportadores brasileiros atingidos pelo tarifaço imposto pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

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Segundo ele, a ação do governo veio no momento certo para evitar prejuízos maiores a empresas de todos os portes e preservar empregos.
O pacote emergencial, apresentado nesta semana, prevê mecanismos de compensação e apoio financeiro aos setores que mais sentiram o impacto das sobretaxas norte-americanas sobre produtos brasileiros, especialmente do agronegócio. Maggi, que também é empresário do setor, destacou que o custo adicional das tarifas tornou inviável a operação de muitas companhias.
“Eu não sei se é o suficiente, mas o governo se mexe na hora certa porque muitas empresas, sejam médias, grandes ou pequenas, têm uma dificuldade enorme de pagar esse imposto. Aliás, fica inviável. Então o governo vem em socorro das empresas que, em último caso, é o socorro dos empregos que estão em jogo. Acho que o governo age certo, o governo tem que agir na hora de dificuldade mesmo”, afirmou.
O ex-ministro também ressaltou que a manutenção e o fortalecimento das relações comerciais com a China são essenciais para minimizar os efeitos da medida norte-americana. O país asiático é, atualmente, o principal destino das exportações brasileiras, com destaque para soja, carne e minério de ferro.
“A China é um grande parceiro nosso, aliás, é o maior parceiro comercial que o Brasil tem e nós devemos continuar seguindo esse caminho. Devemos ampliar as nossas exportações não só para a China, mas para outros países também. Mas é o que nós temos nesse momento. A China é o maior comprador e devemos seguir dessa forma”, disse.
Para Maggi, a ampliação das compras chinesas neste período poderia equilibrar a situação de indústrias afetadas, servindo como um alívio até que o Brasil conquiste novos mercados.
“Se a China abrir mais possibilidade de compra nesse momento, equilibra algumas indústrias, algumas coisas que estão passando por dificuldade, até que se abram outros mercados para essas empresas em outros locais”, completou.

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