Sobreviventes do acidente de ônibus que matou duas idosas e deixou 36 pessoas feridas na Serra de São Vicente, em Cuiabá, relataram que sentiram cheiro de queimado e perceberam que o veículo descia desgovernado pouco antes de tombar em uma curva, nessa sexta-feira (15), conforme o Corpo de Bombeiros.

De acordo com a instituição, alguns passageiros contaram que, ao chegar na MT-455, nas proximidades da serra, sentiram um forte cheiro de queimado.
“A partir desse momento percebemos que algo não estava certo. O ônibus começou a descer muito rápido, como se estivesse sem freios”, relatou um dos sobreviventes aos bombeiros.
Ainda conforme testemunhas ouvidas pela corporação, o motorista não conseguiu contornar uma curva em alta velocidade, fazendo com que o ônibus saísse da pista e tombasse em uma área de pedras.
Os primeiros socorros foram prestados por hóspedes e funcionários do Hotel Mato Grosso Águas Quentes até a chegada das equipes do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Samu. Os 36 feridos foram levados para hospitais da região, enquanto os corpos das duas vítimas fatais foram recolhidos pelo Instituto Médico Legal (IML).
A Polícia Civil realizou perícia no local e registrou boletim de ocorrência. As causas do acidente ainda serão investigadas.
Estado de saúde dos sobreviventes
Dos 16 pacientes encaminhados ao Hospital Municipal de Cuiabá, 11 são mulheres, um homem e quatro crianças. Entre eles, um está internado na UTI, um recebeu alta, um aguarda cirurgia ortopédica e os demais permanecem em observação.
No caso das crianças, duas receberam alta e duas seguem internadas. Outras quatro vítimas, sendo duas mulheres e duas crianças, foram levadas ao Pronto-Socorro de Várzea Grande.
De acordo com a médica de plantão, Bruna Rios, uma criança de 4 anos está consciente, conversando e em estado estável. Já um menino de 6 anos apresentava corte na cabeça, hematomas e usava colar cervical após sofrer uma pancada nas costas. Ambos passam por exames complementares.
Duas mortes

As idosas Sueli Maria Bertotto e Isailda Vieira Ramos, ambas de 73 anos e moradoras de Sapezal, morreram no local.
O corpo de Sueli será velado no Pavilhão Comunitário de Sapezal. Segundo a filha da vítima, Maria Joana Bertotto, ainda não há horário definido para o início do velório.
“O padre pediu para fazermos no pavilhão, porque ela era muito querida na cidade. Meus pais estão entre os pioneiros do município, e ela sempre serviu a comunidade. Não havia quem não a conhecesse”, disse a filha emocionada.
