Prefeito prevê cortes em secretarias no segundo semestre e admite exonerações: ‘já pedi o levantamento’

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que a prefeitura terá de promover cortes em secretarias no segundo semestre para reduzir cerca de R$ 90 milhões em despesas. O ajuste inclui a possibilidade de exonerações de servidores, medida que, segundo ele, será necessária para equilibrar as contas municipais.

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“Sim, existe a possibilidade [de cortar pessoal]. Já pedi o levantamento. Eu preciso, no segundo semestre, reduzir a despesa do município em cerca de R$ 90 milhões”, declarou o prefeito.
Abilio garantiu que os salários dos servidores efetivos não serão comprometidos, mas disse que contratos com fornecedores também sofrerão redução. Ele atribuiu parte da dificuldade financeira ao bloqueio de recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), além de gastos com precatórios e subsídios ao transporte público.
O bloqueio do FPM decorre de contrato firmado na gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD) com a concessionária CS Mobi Cuiabá, que prevê uso dos recursos como garantia de uma Parceria Público-Privada (PPP) para operação do estacionamento rotativo. A cláusula foi considerada inconstitucional pela atual gestão, mas validada pelo STF.
Além disso, a prefeitura terá de arcar com R$ 50 milhões em precatórios e cerca de R$ 250 milhões em subsídios ao transporte público neste ano. Segundo Brunini, o valor real da passagem é de R$ 11,60, mas os usuários pagam R$ 4,95.
“Cada passagem tem dinheiro da Prefeitura. Se a gente não cortar, vamos ter efeito colateral de dificuldade no final do ano”, disse.

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