Feminicida que matou companheira a facadas e trancou filhos com corpo da mãe tem júri marcado

A juíza Janaína Cristina de Almeida designou o Tribunal do Júri de José Edson Galdino Santos, responsável pelo feminicídio brutal cometido contra sua então companheira, Lorrane Cristina Silva de Lima, assassinada com 12 facadas em março de 2024 no bairro Pedregal, em Diamantino. 

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Em decisão proferida nesta terça-feira (19), a juíza negou pedido defensivo que visava absolvição do réu e marcou o julgamento para o dia 3 de outubro, às 9h, na vara de Diamantino. No final de julho, a magistrada decidiu manter José preso preventivamente até o dia do júri. 
José matou Lorrane Cristina Silva de Lima com doze facadas e supostamente a teria violentado antes de ir embora da residência e deixar o corpo da vítima com os dois filhos, que ficaram trancados por cerca de 48 horas. Ele fugiu após o crime e foi preso no Pará.
Motivado por ciúmes e com intenção de desbloquear o celular da vítima, José a assassinou com golpes de faca. Ele ainda abusou sexualmente de Lorrane. Após cometer a execução, saiu da casa dela e deixou as duas crianças ao lado do cadáver, que ficou decompondo por dois dias.
Reexaminando os motivos que ensejaram na prisão do feminicida, a juíza ressaltou que o assassinato foi cometido na presença dos filhos menores, inclusive o infante de sete anos viu José agredindo sua mãe, bem como viu quando ele pegou o dedo dela para desbloquear o celular. José mandou as crianças ficarem em outro cômodo da casa.
Em seguida, após o ocorrido, ele deixou o local do crime alegando que compraria remédio, pois a vítima estava machucada e dormindo, e instruiu as crianças a não saírem de casa, pois trancaria a porta, deixando-as em uma situação de vulnerabilidade, incapazes de se defenderem dos riscos decorrentes do abandono.
Com isso, as crianças permaneceram na residência sozinhas, na presença do cadáver da mãe, por dois dias. Os familiares da vítima procuraram a escola frequentada pelas crianças e constataram a ausência delas, onde a diretora escolar dirigiu-se até a residência da vítima e no local, ao conversar com uma das crianças, foi informada de que estavam trancadas, com a mãe dormindo e o “tio” tinha saído para comprar remédios.
Acionada, a polícia militar adentrou na residência e encontrou o corpo da vítima no chão, ao lado de uma faca, em um dos quartos, já em estado de decomposição, e as duas crianças em estado de choque.
No seu interrogatório, José confessou a autoria do feminicídio, descrevendo com riqueza de detalhes o desenrolar da ação criminosa.

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