UFMT reage a Abilio e repudia ataque: ‘declarações ofensivas desrespeitam toda a sociedade

A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) divulgou uma nota pública em que manifesta perplexidade e indignação diante das declarações do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), que classificou a instituição como “uma bosta” durante entrevista coletiva na Câmara de Vereadores, nesta terça-feira (19).

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Ao comentar um vídeo publicado nas redes sociais, que sugeria que estudantes que fizeram o “L” não sabiam realizar operações matemáticas, o prefeito afirmou que a qualidade do ensino da UFMT seria ruim. Segundo ele, estudantes de escolas públicas acabam optando por ensino a distância de baixa qualidade, enquanto alunos de escolas particulares conseguem ingressar em universidades públicas, como a UFMT, que, em suas palavras, “tem sido uma bosta”.
“O que a gente vê hoje é as crianças de escola pública tendo que pagar parcelamento de Fies em escolas privadas, muitas vezes por EAD e baixa qualidade. Enquanto aqueles que estudam em escolas privadas, que fazem cursinhos pré-vestibulares e tudo mais, entram nas faculdades públicas e eles vão lá ter acesso a uma ou outra educação diferenciada. Mesmo que a escola pública, a faculdade pública no nosso estado, por exemplo, seja uma bosta, como a UFMT tem sido”, declarou Brunini.
Reação da UFMT
Em resposta, a UFMT destacou que é patrimônio da sociedade mato-grossense e brasileira e que não aceitará ataques que desrespeitam a qualidade de ensino oferecida pela instituição. A universidade lembrou que, em mais de 50 anos de história, formou gerações de profissionais, pesquisadores e líderes que hoje contribuem de maneira decisiva para o desenvolvimento do estado e do país.
“A UFMT é reconhecida nacional e internacionalmente pela excelência de seus cursos de graduação e pós-graduação, pela relevância da produção científica de seus pesquisadores e pela inserção de seus egressos no mercado de trabalho e na vida pública”, afirma a nota.
A instituição reforçou ainda ser referência em ensino, pesquisa e extensão em áreas estratégicas como saúde pública, agronegócio, cultura, inovação tecnológica, defesa do meio ambiente e formação de professores que sustentam a educação básica em centenas de municípios.
Por fim, a universidade repudiou declarações “genéricas e ofensivas” que desqualificam o trabalho de milhares de docentes, técnicos e estudantes. Segundo a nota, os ataques atingem não apenas a comunidade acadêmica, mas também a sociedade que se beneficia do papel social da universidade.
“Desrespeitam, sobretudo, os profissionais formados pela UFMT que hoje atuam em todos os setores da vida social — na saúde, na educação, na cultura, na economia, no poder judiciário, na política, no agronegócio e em tantas outras áreas — e que honram, diariamente, a excelência desta instituição”, conclui o comunicado.

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