O assalto à agência do Sicredi em Brasnorte (MT), que inicialmente foi associado a uma quadrilha do “novo cangaço”, teve uma reviravolta surpreendente. As investigações da Polícia Civil revelaram que os criminosos que invadiram a agência, fizeram reféns e levaram quase meio milhão de reais eram, na verdade, clientes do próprio banco.
Segundo o inquérito, um dos líderes do esquema era um empresário conhecido na cidade, dono de uma marmoraria e frequentador assíduo da agência. Ele e outros clientes, alguns com dívidas com agiotas, planejaram a ação por 20 dias, com a intenção de usar o dinheiro para quitar dívidas.
No total, cerca de R$ 500 mil foram levados pelos assaltantes, que abandonaram um dos veículos usados na fuga em meio a um canavial, horas depois do crime.

Indiciamentos e prisões
Ao todo, 11 suspeitos foram indiciados pelos crimes de roubo majorado, sequestro e cárcere privado, adulteração de sinal identificador de veículo e associação criminosa. Dois policiais militares lotados em Brasnorte também foram presos em flagrante, acusados de facilitar a fuga do grupo. Eles terão a conduta apurada pela Corregedoria da PM.
A lista de indiciados inclui nomes como Valdemar do Nascimento Alves, Fabrício da Silva Lima, Osvaldo Pereira de Souza, Eduardo José Lopes de Moraes e Edson da Silva Moura, entre outros. Cada investigado teve sua participação individualizada no inquérito, com base em laudos, provas periciais e imagens de segurança.

O caso
O crime ocorreu no dia 31 de julho, por volta das 14h, quando quatro homens armados com fuzis invadiram a agência do Sicredi em Brasnorte. Funcionários foram feitos reféns, dois deles levados na fuga e libertados em seguida às margens da MT-170.
Os criminosos utilizaram veículos roubados para a ação, sendo que um deles foi encontrado incendiado. Em uma operação integrada entre a GCCO, CORE, Ciopaer e apoio da Polícia Civil de Rondônia, seis suspeitos foram presos em flagrante em Vilhena (RO), enquanto os demais foram capturados em Brasnorte nos dias seguintes.
Em menos de 48 horas, todos os envolvidos haviam sido identificados e presos.
