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“Se foi feito um bloqueio e a apreensão de um celular, seja de qualquer cidadão — pode ser do Bolsonaro, do seu José, da dona Maria — isso tem que ser usado dentro de um processo, e não ficar vazando para a mídia, para gerar mais problemas políticos no país”, disse o governador, durante a filiação da senadora Margareth Buzetti ao Progressistas.
Mauro afirmou não conhecer em profundidade o teor das provas, mas reiterou que investigações não devem ter elementos expostos antes do processo judicial. “Houveram alguns vazamentos no celular do presidente, tem coisas de diversas naturezas. Então é difícil eu comentar sem eu ter conhecimento com mais profundidade. Porém, eu acho lamentável que o Judiciário fique vazando áudios de uma investigação”, declarou.
No relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a PF apontou indícios de que Jair e Carlos Bolsonaro atuaram para atrapalhar as apurações sobre a tentativa de golpe de Estado, processo em que o ex-presidente é réu. Segundo o documento, os dois teriam praticado o crime de tentativa de abolição do Estado democrático de direito, ao agir contra instituições como o STF e o Congresso Nacional.
Os investigadores também recuperaram registros de mensagens apagadas do celular de Bolsonaro com o pastor Silas Malafaia e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O material reforçaria a articulação para coagir autoridades judiciais e interferir nos inquéritos sobre a trama golpista.
A PF cumpriu nesta quarta-feira (20) mandados de busca e apreensão contra Malafaia, que retornou ao Brasil vindo de Lisboa, mas não foi indiciado. Eduardo Bolsonaro, por sua vez, reassumiu o mandato em 21 de julho de 2025, mas permanece nos Estados Unidos, onde mantém interlocução com aliados do ex-presidente Donald Trump.
No relatório, a PF conclui que as tentativas de articulação tinham como objetivo “impedir eventual condenação criminal do ex-presidente Jair Bolsonaro e demais réus, acusados pela prática dos crimes de organização criminosa, abolição violenta ao Estado democrático de direito e golpe de Estado”.

Mauro critica vazamento de áudios de Bolsonaro e Malafaia pela Justiça: “lamentável”
O governador Mauro Mendes (União) criticou nesta quinta-feira (21) o vazamento de áudios e conversas do celular do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no âmbito das investigações da Polícia Federal (PF) que levaram ao indiciamento dele e do filho, o deputado federal Carlos Bolsonaro (PL).
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