Mauro questiona atuação de Eduardo Bolsonaro, mas cobra Lula por diálogo com Trump

O governador Mauro Mendes (União) afirmou nesta quinta-feira (21) que não concorda com a forma como o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) tem atuado para defender o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ao mesmo tempo, cobrou do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que busque diálogo com o presidente norte-americano, Donald Trump, em meio ao agravamento das tensões diplomáticas entre os dois países.

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“Eu não concordo com aquilo que o Eduardo fez. Eu posso até entender a motivação dele querer defender o pai, é justo, é razoável, mas a forma que ele está fazendo não é boa para o Brasil e nem para a política brasileira”, disse Mendes, durante a filiação da senadora Margareth Buzetti ao Progressistas.
O governador também criticou a postura de Lula. Para ele, declarações do presidente contribuíram para ampliar o atrito com os Estados Unidos. “Esse problema nasceu também das colocações equivocadas do presidente Lula. O Brasil não tem dimensão para enfrentar os Estados Unidos. Temos que ter a capacidade de dialogar. Concorde ou não com o seu adversário, e eu não concordo com o que o Trump está fazendo, mas não adianta ficar do outro lado jogando para a galera e prejudicar o Brasil”, afirmou.
As declarações de Mendes foram dadas no mesmo dia em que Lula pediu publicamente que Trump “não dê palpite” sobre o Brasil, durante evento em Sorocaba (SP).
O tensionamento nas relações bilaterais se intensificou desde o dia 6, quando os produtos brasileiros passaram a ser taxados em 50% ao entrarem nos Estados Unidos. O governo Trump justificou a medida alegando que o Brasil tem adotado políticas “incomuns” e “extraordinárias” que afetariam empresas norte-americanas, além de questões ligadas à liberdade de expressão e à política externa dos EUA.
O caso também se relaciona às investigações da Polícia Federal no Brasil. Em relatório recente, a PF indiciou Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro sob a acusação de tentar “ludibriar” o governo norte-americano para dificultar o julgamento que pode levar o ex-presidente à prisão. Segundo os agentes, pai e filho coordenaram discursos, narrativas e publicações nas redes sociais com esse objetivo, além de tentar pressionar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Na avaliação de Mauro, o momento exige “maturidade política” para preservar os interesses do país. “Temos que olhar para o Brasil e não para interesses eleitorais. Eu vejo muitos políticos fazendo isso”, concluiu.

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