Nove mandados de busca e apreensão foram cumpridos pela Polícia Civil na manhã desta sexta-feira (22) durante a “Operação Vigia das Águas”, destinada a combater a comercialização ilegal de pescados nativos na Feira do Porto, um dos principais pontos turísticos de Cuiabá.
A ação abrange cinco residências e quatro empresas, distribuídas entre Cuiabá e Várzea Grande.

A operação, coordenada pela Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema), surgiu a partir de investigações iniciadas em dezembro de 2024, após a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) identificar irregularidades na comercialização de pescados nativos do Pantanal.
Os autos de infração apontavam que produtos eram vendidos de forma irregular, contrariando a Lei Estadual 12.197/2023, conhecida como Transporte Zero.
Durante a investigação, a polícia identificou divergências nos registros fiscais das pessoas físicas e jurídicas envolvidas, indicando diferenças entre os volumes adquiridos e vendidos, além de tentativas de ocultar movimentações financeiras, caracterizando sonegação fiscal.
De acordo com a Delegada Liliane Murata, da Dema, o trabalho também evidenciou outros crimes, como ilícitos contra a administração pública e a fazenda estadual.
A operação conta com o apoio da Sema, do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).
Operação Vigia das Águas
Segundo a Polícia Civil, o nome da operação “Operação Vigia das Águas” faz referência à cultura regional: assim como a abelha Mandaçaia, cujo nome indígena significa “vigia bonito”, os guardiões das águas atuam na proteção dos rios, lagos e baías do Pantanal, preservando o equilíbrio ambiental e garantindo a segurança das comunidades que dependem desses ecossistemas.