Fagundes fala em união da direita e vê espaço para “grande aliança” com partidos aliados ao governador Mauro Mendes

Durante o evento de filiação da senadora Margareth Buzetti, que trocou o PSD pelo PP, realizado na sede do União Brasil nesta semana, que agora integra a federação União Progressista em conjunto com o PP, o senador Wellington Fagundes (PL) defendeu a união dos partidos de direita.  

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Ele, que é pré-candidato ao governo do Estado em 2026, minimizou sua presença em um evento que pode promover um adversário, visto que a nova federação poderá apoiar o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), pré-candidato com o apoio do governador Mauro Mendes (UNIÃO) e que também marcou presença no ato de filiação de Buzetti. 
“Eu vim aqui para prestigiar a filiação da Margareth Buzetti, que a gente tem uma convivência muito boa em Brasília. O momento  é em primeiro lugar, Mato Grosso. O momento de filiação. […] Venho aqui com a maior tranquilidade e naturalidade. E aí já posso falar, porque nessa casa aqui nós fizemos a campanha passada também. A vida é assim”, disse. 
Fagundes sugeriu ainda que pode formar uma “grande aliança” entre partidos da recém-formada Federação União Progressista. Ele ainda deu como exemplo com o recente encontro de 11 governadores em Brasília, que se opõem ao governo Lula (PT).
“Nós não concordamos com o governo que está aí. Estamos discutindo como nós vamos construir uma oposição a esse governo. Agora, quem serão os candidatos? Isso é com calma. Vamos amadurecer esse trabalho. Primeiro nós temos que pensar no Brasil. Agora, aqui também nós vamos construir, em Mato Grosso, um melhor caminho. [A construção de] coligações e convenções será o ano que vem”, disse.   
A federação União Progressista tem demonstrado maior alinhamento com o Republicanos, partido de Pivetta, apesar do interesse de Fagundes. No lançamento da Federação na última terça-feira (19) em Brasília, que contou com a presença de Mauro e da cúpula do União Brasil e PP, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), discursou no evento, mesmo sem ser filiado a nenhum dos partidos.
O chefe do Executivo paulista é um dos nomes cotados por governadores de oposição a Lula para a presidência em 2026, enquanto o PL de Fagundes insiste na candidatura do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível. Essa divergência pode impactar dirtamente nas articulações políticas para o próximo ano.
“Agora é a hora da gente poder dialogar, acima de tudo, quem quer o melhor para o Brasil e quem quer o melhor para o Mato Grosso. E eu acho possível, aqui dentro desses partidos, fazer uma grande aliança”, disse. 
“O governador Mauro está fazendo um governo, e eu disse para ele, quando ele foi candidato para a reeleição, que ele tinha que ser muito melhor do que o primeiro. E está sendo. E eu quero ser um governador para ser melhor que ele. Por quê? Agora mesmo nós vivemos problemas sérios, como a questão da moratória da soja”, finalizou. 

 

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