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Segundo Gallo, Mato Grosso exporta apenas 1,5% de sua produção para os Estados Unidos, o que mantém os efeitos do aumento tarifário localizados e setoriais.
“Não, por hora, os impactos estão ainda… o nosso estado é um estado com baixo impacto. Os impactos são muito pequenos e muito setoriais. Estamos acompanhando com atenção o setor madeireiro e verificando se as medidas adotadas pelo Governo Federal são suficientes ou não”, disse.
Ele destacou que o setor madeireiro, que mantém grande balança comercial com EUA, Canadá, Índia e outros mercados, precisa ser monitorado para avaliar possíveis medidas de socorro.
O secretário também ressaltou que a principal preocupação não está nas tarifas atuais, mas na possibilidade de Estados Unidos estabelecerem cotas de exportação com os parceiros comerciais de Mato Grosso, o que poderia reduzir o espaço da produção mato-grossense.
“Como os Estados Unidos competem conosco, vendem soja, algodão, carne, se eles impuserem cotas nas negociações com nossos parceiros, isso diminuiria a compra de produtos de Mato Grosso, que seria substituída por produtos americanos. Isso nos preocupa, e precisamos observar com atenção”, afirmou.
Ele ainda comentou que eventuais medidas de reciprocidade, como taxação de produtos americanos usados na produção local, fertilizantes, defensivos agrícolas e outros insumos, poderiam encarecer o custo de produção no estado.
“Esses dois aspectos que a gente tem que observar com muita atenção”, alertou.

MT sai quase ileso do tarifaço, mas negociações bilaterais com EUA preocupam governo, avalia Gallo
O secretário de Fazenda Rogério Gallo afirmou que o estado teve impactos relativamente pequenos com o recente “tarifaço” aplicado pelos Estados Unidos, mas alertou que as negociações comerciais bilaterais envolvendo o país e parceiros do Brasil, como China e Índia, podem representar riscos para as exportações mato-grossenses.
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