Max Russi fala do sonho de governar MT e avalia Lula, Bolsonaro e STF – Política de Primeira – Entrevista completa
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB), afirmou que mantém o sonho de governar o Estado, mas deixou claro que a disputa pelo Palácio Paiaguás não está em seus planos imediatos. A declaração foi dada no Podcast Política de Primeira, do Portal Primeira Página, onde ele também analisou o cenário nacional marcado pela polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-presidente Jair Bolsonaro e o Supremo Tribunal Federal (STF).
Russi explicou que, embora trabalhe atualmente para fortalecer sua base como deputado estadual, não descarta disputar um cargo no Executivo futuramente.
“Tenho o sonho de ser governador, mas não é meu projeto para a próxima eleição. Hoje, meu foco é ser um bom presidente da Assembleia e fazer entregas importantes para Mato Grosso”, afirmou. Ele descartou disputar vaga na Câmara Federal, alegando que o mandato estadual o mantém mais próximo da população.
Assista abaixo a íntegra:
https://www.youtube.com/watch?v=ipokeExPO6M
Ao comentar o cenário político brasileiro, Russi destacou que a polarização entre Lula e Bolsonaro e os embates com o STF são prejudiciais ao desenvolvimento do país. Para ele, o clima de tensão “divide a sociedade e impede o avanço em áreas essenciais, como economia e segurança”. O deputado avaliou ainda que Bolsonaro enfrenta uma “situação difícil” e que o ministro Alexandre de Moraes estaria “exagerando e avançando sem limites” em algumas decisões.
Max Russi foi entrevistado no Podcast Política de Primeira/ Foto: Wesllen Ortiz
Saída do PSB e ida para o Podemos
Durante a entrevista, o presidente da ALMT confirmou que deixará o PSB para se filiar ao Podemos na próxima janela partidária. Segundo ele, a mudança ocorre por dificuldades em montar chapas no PSB em municípios do agronegócio e pela necessidade de construir um grupo político mais robusto em Mato Grosso.
“Eu não consigo construir o partido. Não tive candidatos em uma infinidade de municípios, principalmente do agronegócio. No PSB é muito difícil montar chapas nessas regiões. No Podemos eu terei muito mais liberdade e facilidade. É um partido pequeno em Mato Grosso, mas com um campo grande para crescer. Muita gente tem interesse em se filiar, e isso me dá condições de formar um grupo político forte. Eu ainda não me filiei porque a janela partidária só abre em março. Até lá sigo no PSB, mas a minha decisão está tomada”, afirmou.
Críticas aos consignados
Russi também voltou a criticar o sistema de empréstimos consignados para servidores públicos, tema que já motivou CPI e projetos de lei na ALMT. Ele afirmou que o parlamento fez sua parte, mas decisões judiciais acabaram derrubando medidas que buscavam proteger os trabalhadores. “O sistema bancário é muito forte e, muitas vezes, prevalece sobre decisões da Assembleia”, disse.