Michelly rejeita privatização de escolas e diz que anúncio foi precipitado: ‘educação é pública e deve funcionar’

A vice-presidente da Comissão de Educação da Câmara de Cuiabá, vereadora Michelly Alencar (União), se posicionou contra a proposta do prefeito Abilio Brunini (PL) de privatizar a gestão administrativa das escolas da rede municipal.

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Para a vereadora, a medida não pode ser tratada de forma precipitada e ignorar o princípio de que a educação deve ser garantida pelo poder público.
“Com relação à privatização, eu acho que é uma discussão muito séria, extremamente delicada, precisa de um planejamento, precisa de um levantamento muito detalhado. Isso não pode ser feito da noite para o dia e nem dito assim”, afirmou.
“Isso acabou causando um certo desespero na vida dos professores, da rede escolar, mas eles agora já estão compreendendo que isso é uma possibilidade e eu defendo que o serviço público funcione”, complementou.
Ela reforçou que a prefeitura tem a responsabilidade de garantir que o ensino municipal seja eficiente.
“A educação é pública, está dentro do guarda-chuva de responsabilidades da prefeitura e eu sempre vou defender que aquilo que é público possa funcionar, porque parece que a gente sempre vai jogar para o privado. Eu defendo que as coisas no público funcionem”, pontuou.
Para Michelly, o prefeito está olhando apenas para a questão financeira, sem considerar os impactos sociais da medida.
“Ele está pensando em números e ele está certo, os números apontam que hoje a educação pública está saindo mais cara e a qualidade não é compatível à rede particular, mas a gente não pode só pensar em números”, alertou.
Segundo ela, o caminho deve ser o diálogo e a busca por alternativas que fortaleçam a rede municipal sem recorrer à privatização.
“Eu acredito que a gente pode tentar de outras maneiras e não simplesmente privatizar a educação”, reforçou.
Proposta
O prefeito confirmou que pretende tirar do papel o projeto de privatizar a gestão das escolas da rede municipal. Segundo ele, a ideia é terceirizar a administração das unidades e, com isso, os professores que atualmente exercem a função de diretores deverão retornar às salas de aula. O prefeito destacou que a terceirização será apenas da parte administrativa, e não pedagógica.
A medida de privatização surge no contexto de um embate entre o prefeito e servidores da Educação. O prefeito tentou, por meio de um projeto de lei, retirar o pagamento do terço de férias dos professores em relação ao recesso de 15 dias do mês de julho. Ele, no entanto, retirou o texto de pauta após pedido dos vereadores, inclusive da base.

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