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Bruna Cristina Zaramella responde a processo no qual foi denunciada pelos crimes de incitação ao crime e associação criminosa. Ela foi presa em flagrante no Quartel do Exército do Distrito Federal e responde a Justiça desde então. Após a fase de alegações finais, a Secretaria Adjunta de Administração Penitenciária de Mato Grosso informou que a ré descumpriu medidas cautelares entre 17 e 29 de julho de 2025, com registros de “violação de área de inclusão” e “bateria baixa” do equipamento eletrônico de monitoramento.
A defesa alegou que os alertas se referiam a falhas técnicas do equipamento e apresentou justificativa com base no tratamento médico de sua filha menor, portadora de condições neurológicas e motoras graves. O ministro Alexandre de Moraes considerou as explicações suficientes, destacou o comparecimento regular da acusada em juízo e decidiu manter as medidas cautelares, sem converter em prisão preventiva.
Dalvina Severino de Queiroz foi denunciada inicialmente pelos mesmos crimes atribuídos a Bruna Zaramella. Posteriormente, a Procuradoria-Geral da República apresentou aditamento incluindo associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e dano qualificado, denúncia que também foi recebida pelo Plenário do STF.
Após a fase de interrogatório e alegações finais, a Secretaria de Administração Penitenciária informou descumprimentos em julho de 2025, relativos a violação de área de inclusão e perda de sinal do GPS da tornozeleira. A defesa argumentou que as falhas foram técnicas, comprovou que a acusada permaneceu em seu domicílio e apresentou documentos sobre a troca do equipamento.
O ministro considerou procedentes as alegações e ressaltou que as ocorrências foram isoladas e não configuraram descumprimento voluntário. Com isso, manteve as medidas cautelares já fixadas.
Nos dois casos, Alexandre de Moraes determinou a manutenção das medidas cautelares, com advertência expressa de que eventual nova violação resultará na conversão imediata em prisão preventiva. As decisões foram proferidas em 23 de agosto de 2025.

STF mantém tornozeleira contra duas bolsonaristas rés no 8 de Janeiro
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve o monitoramento por tornozeleira imposto a Bruna Cristina Zaramella e Dalvina Severino de Queiroz, bolsonaristas rés em ações penais do 8 de Janeiro, quando manifestações golpistas invadiram e depredaram a Sede dos Três Poderes, em Brasília. Em ambos os casos, o relator rejeitou converter as cautelares em prisão preventiva, mas advertiu que eventual novo descumprimento levará à revisão imediata da decisão.
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