Leia mais: Justiça nega recurso e confirma obrigação de Bosaipo ressarcir R$ 1,1 milhão ao erário
Sob relatoria do desembargador Marcos Machado, os magistrados da Turma rejeitaram agravo regimental criminal movido pela defesa de WT, e o mantiveram em Regime Disciplinar Diferenciado (RDD).
Paelo cumpre pena unificada de 30 anos, 7 meses e 28 dias por condenações por roubos, furto, falsa identidade e posse irregular de arma de fogo. Ele foi incluído no RDD, regime de maior restrição, em fevereiro de 2025, após decisão majoritária de um colegiado de juízes da 2ª Vara Criminal de Cuiabá.
Inicialmente, a defesa do preso impetrou um Mandado de Segurança questionando a legalidade de sua permanência no RDD e pleiteando seu retorno ao convívio carcerário comum. O pedido inicial foi indeferido de forma monocrática pelo relator, e a defesa recorreu através do agravo interno no Tribunal.
Em seu voto, o desembargador relator Marcos Machado afirmou que a via do mandado de segurança é incabível para conferir efeito suspensivo a um agravo em execução penal, recurso que por lei possui apenas efeito devolutivo. O relator destacou que não ficou caracterizado um direito líquido e certo do impetrante, necessário para a concessão da medida, nem a ocorrência de dano irreparável. O voto foi seguido pela unanimidade da turma.
A decisão, portanto, manteve a sentença que originalmente colocou WT no RDD, com base em investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO). Segundo as investigações, ele é apontado como uma das lideranças e tesoureiro do Comando Vermelho em Mato Grosso, mantendo atividades criminosas mesmo preso.
O relator citou, em sua fundamentação, que o preso foi preso em Maceió (AL) em março de 2024 enquanto acompanhava um torneio de futebol, descumprindo as regras da tornozeleira eletrônica que deveria estar usando em Cuiabá. Após ser recolhido ao regime fechado, ele teria continuado a praticar crimes de dentro da cela, como movimentar contas bancárias do time usado para lavar dinheiro e ordenar punições a integrantes da facção.
As investigações da Operação Apito Final indicam que ele estaria envolvido em crimes de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e integração de organização criminosa, com movimentação financeira ilícita estimada em aproximadamente R$ 66 milhões. Além disso, ele responde a outras diversas operações que miraram as ações do CV.
O Agravo em Execução Penal que discute o mérito da inclusão de Paelo no RDD permanece em tramitação e está com julgamento pautado para a Primeira Câmara Criminal do TJMT no dia 2 de setembro.

“Tesoureiro’ do CV, WT abriu e movimentou conta de dentro da PCE e é mantido isolado no Raio 8
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) manteve Paulo Witer Farias Paelo, o tesoureiro geral do Comando Vermelho no estado, vulgo “WT”, no isolamento máximo da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, onde cumpre mais de 30 anos em regime fechado. A decisão unânime foi proferida na última quinta-feira (21) pelas Câmaras Criminais Reunidas da Corte, considerando que, mesmo preso, o tesoureiro continuou praticando crimes, inclusive abriu e movimentou conta bancária para o seu time de futebol amador, Amigos do WT, usando um celular que já te aguardava na cela.
por
Tags: